Ibovespa dispara 3,33% na maior alta em quase três anos e renova recorde histórico
O Ibovespa protagonizou uma sessão histórica ao encerrar a quarta-feira (21) com alta de 3,33%, aos 171.817 pontos, renovando seu recorde e superando, pela primeira vez, o patamar dos 170 mil pontos. O desempenho marcou a maior alta intradiária do índice em quase três anos e refletiu uma combinação favorável de fatores externos e domésticos, com destaque para a forte entrada de capital estrangeiro, o avanço expressivo das ações ligadas a commodities e a leitura de um cenário político mais aberto para as eleições de 2026.
O principal vetor do pregão foi a valorização de 3,02% das ações da Vale (VALE3), que renovaram máximas históricas e exerceram forte impacto positivo sobre o índice em um dia de ganhos generalizados no setor de commodities. O movimento foi potencializado pelo aumento do fluxo estrangeiro, em meio à maior aversão a ativos dos Estados Unidos. A escalada das tensões geopolíticas e comerciais envolvendo o governo de Donald Trump levou investidores globais a reduzir exposição a ações americanas, Treasuries e ao dólar, redirecionando recursos para mercados emergentes. Nesse contexto, o Brasil se destacou por oferecer juros elevados, fundamentos relativamente sólidos e ativos ainda negociados a preços considerados atrativos em termos históricos.
No front doméstico, o noticiário político também contribuiu para sustentar o rali da Bolsa. A divulgação de uma nova pesquisa eleitoral da Atlas/Intel indicou redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis adversários em 2026, como o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Nas simulações de segundo turno, a diferença caiu para cerca de quatro pontos percentuais, reforçando a percepção de um ambiente eleitoral mais competitivo. Para parte do mercado, esse cenário aumenta a previsibilidade da política econômica e eleva a probabilidade de uma agenda mais alinhada ao compromisso com o equilíbrio fiscal, fator que costuma ser bem recebido pelos investidores.
O pano de fundo externo seguiu decisivo ao longo do dia. Durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, Donald Trump adotou um tom mais moderado ao descartar o uso de força militar para adquirir a Groenlândia. A sinalização ajudou a aliviar temores geopolíticos, melhorou o apetite por risco nos mercados globais e deu suporte adicional aos ativos de países emergentes.
O setor de educação também ganhou destaque após o BTG Pactual elevar a recomendação da Cogna (COGN3), cujas ações dispararam 10,96% no dia, registrando a maior alta intradiária em quase seis anos.
Apesar do cenário amplamente positivo, nem todos os ativos acompanharam o movimento. As ações da TIM (TIMS3) foram a única baixa do pregão, refletindo preocupações estruturais com o setor de telecomunicações, que enfrenta uma fase de maturidade, crescimento mais lento e dificuldades no avanço do processo de consolidação do mercado de fibra óptica no Brasil.
As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:
Altas
• Cogna (COGN3): +10,96%
• Yduqs (YDUQ3): +8,91%
• C&A Modas (CEAB3): +7,93%
• Vamos (VAMO3): +7,49%
• Lojas Renner (LREN3): +6,39%
Baixas
• TIM (TIMS3): -1,11%
Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (21/01):
• Segunda-Feira (19): +0,03%
• Terça-Feira (20): +0,87%
• Quarta-Feira (21): +3,33%
• Na semana: +4,26%
• Em janeiro: +6,64%
• No 1°tri./26: +6,64%
• Em 12 meses: +39,31%
• Em 2026: +6,64%
EUA
Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:
• Dow Jones: +1,21%
• Nasdaq: +1,18%
• S&P 500: +1,16%
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