Ibovespa cai na abertura em meio a risco de nova guerra comercial
Nesta terça-feira (20), o Ibovespa iniciou o pregão em queda de 0,77%, aos 163.575 pontos, com os investidores reagindo ao aumento das tensões comerciais internacionais. O mercado acompanha as novas ameaças tarifárias dos Estados Unidos, após o presidente norte-americano, Donald Trump, voltar a pressionar países europeus com a imposição de tarifas como forma de viabilizar a compra da Groenlândia, movimento que reacende os temores de uma nova guerra comercial.
No exterior, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que Washington e os países europeus devem chegar a uma solução, buscando reduzir a “histeria” em torno do conflito comercial. Ainda assim, líderes da União Europeia discutem possíveis medidas de retaliação, incluindo um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros em importações norte-americanas, que poderia entrar em vigor a partir de fevereiro, caso não haja acordo.
No cenário doméstico, a crise envolvendo o Banco Master segue no radar e tem sido tema de debates no Fórum Econômico Mundial, em Davos. A avaliação predominante entre participantes é de que a instituição não tem porte suficiente para gerar risco sistêmico, embora persista maior cautela em relação a um eventual contágio do Banco de Brasília (BRB), que adquiriu parte relevante dos ativos do Master.
Entre os destaques corporativos, a Petrobras (PETR3; PETR4) e sua subsidiária Transpetro devem assinar contratos para a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores em estaleiros brasileiros, com investimentos estimados em R$ 2,8 bilhões. Já o Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a distribuição de 30% do lucro de 2026 aos acionistas, por meio de dividendos e/ou juros sobre capital próprio, com pagamentos parcelados ao longo do ano.
O Banco de Brasília (BSLI3) reafirmou que mantém suficiência patrimonial, opera normalmente e não enfrenta risco de intervenção, além de avançar em mecanismos para a venda de ativos recuperados junto ao Banco Master.
No mercado de commodities, os preços do petróleo operam em alta, enquanto investidores monitoram os desdobramentos geopolíticos e preocupações com excesso de oferta global. O Brent subia 0,36%, a US$ 64,17 o barril. Já o minério de ferro fechou em queda pela quarta sessão consecutiva na China, recuando 1,00%, a 789,50 iuanes (US$ 113,29), após um acidente em uma siderúrgica chinesa elevar as incertezas sobre a demanda.
Por volta das 10h35, as listas das maiores altas e baixas eram dominadas por:
Altas
• Minerva (BEEF3): +2,33%
• C&A Modas (CEAB3): +0,52%
• Cyrela (CYRE3): +0,53%
Baixas
• Assaí (ASAI3): -3,09%
• Usiminas (USIM5): -2,99%
• Suzano (SUZB3): -2,04%
Confira a evolução do Ibovespa:
*Até o dia 20/01 às 10h35
• Segunda-Feira (19): +0,03%
• Na semana*: -0,74%
• Em janeiro*: +1,52%
• No 1°tri./26*: +1,52%
• Em 12 meses*: +33,14%
• Em 2026*: +1,52%
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