O que faz da Cury (CURY3) um dos destaques da construção civil? Confira na TradeLive
Enquanto o mercado de construção civil amargou a interrupção de lançamentos e aumento de distratos ao longo de 2022, a Cury (CURY3) surpreendeu os investidores e quase dobrou de preço no ano passado.
Focada em São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas (SP), a empresa opera com os públicos de baixa e média baixa renda nessas regiões, cujos mercados são aquecidos. Mesmo com a insatisfação geral com os moldes dos programas sociais para habitação, a Cury conseguiu gerar valor aos investidores.
Dados prévios apresentados pela empresa referentes ao quarto trimestre do ano passado mostram que, por mais que o número de empreendimentos tenha caído entre 2021 e 2022, o preço médio por unidade cresceu quase 20%, com proteção das margens.
Mesmo que de forma paulatina, a margem bruta da companhia tem crescido em razão de um forte controle dos custos das vendas e serviços. O ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) permanece acima do impressionante patamar de 50%.
Vale ressaltar que a Cury é voltada a um público-alvo pouco sensível às taxas de juros no segmento imobiliário. Embora a renda disponível tenha diminuído durante os últimos meses com o endividamento familiar, as condições subsidiadas de financiamento mantêm a realização dos negócios.
No quarto trimestre do ano passado, os estoques representaram 63,1% das vendas líquidas da Cury. O dado mostra que a empresa tem conseguido alienar parte das unidades estocadas ainda a preços considerados bons.
A construtora, porém, parece ser exceção em setor que sofreu quase de forma geral desde o início da alta da Selic e acentuação da curva de juros no mercado futuro.
A Tenda (TEND3), que atua com público similar, acumula queda de 74,,7% na cotação das ações da companhia nos últimos 12 meses.
O que explica esse movimento otimista com a Cury? Veja o que diz o diretor de Relações com Investidores da empresa, Ronaldo Cury, participa da TradeLive desta semana. Envie suas dúvidas e acompanhe!