Gafisa (GFSA3) perde disputa com gestora e convoca assembleia para início de janeiro – entenda
A Gafisa (GFSA3) informou ao mercado que convocou uma assembleia geral ordinária para dia 9 de janeiro, a pedido da Esh Capital, fundo que possui cerca de 4% da empresa, para apresentar algumas “medidas” contra a empresa.
A decisão acontece após, na semana passada, a Esh Capital ter conseguido na Justiça a anulação da emissão de debêntures pela Gafisa no valor de R$ 245 milhões. A operação implicou na suspensão temporária da compra de terrenos prevista nos recursos da transação, bem como a conversão da dívida em ações da empresa a serem entregues aos acionistas.
Na petição, a Esh afirma que a Wotan, grupo empresarial vendedor dos terrenos e subscritor das debêntures, também teria Nelson Tanure como controlador, assim como a Gafisa.
Diante disso, entre os temas a serem tratados na assembleia, a gestora propõe uma ação de responsabilidade contra os administradores e membros do conselho fiscal da Gafisa, devido à “prejuízos causados à empresa em decorrência dos atos ilícitos e operações irregulares entre 2019 e 2022”.
Além disso, a Esh quer destituir os membros tanto do conselho de administração quanto do conselho fiscal, por quebra de deveres fiduciários. A gestora propõe ainda uma nova eleição para ambos os colegiados, em substituição aos atuais.
Por fim, o último tópico a ser abordado na assembleia é o cancelamento e a não homologação do aumento de capital social anunciado no dia 25 de novembro.
Por volta de 11h20, o papel ordinário da construtora operava estável, a R$ 5,66.
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