Ações de construção civil voltarão a subir? CFO da Eztec (EZTC3) responde
Sensível à economia brasileira, as companhias de construção civil suportam meses difíceis entre o início do ano passado até meados de 2022, tanto na Bolsa como na “vida real”. Empresas como Eztec (EZTC3), agora, enxergam uma luz no fim do túnel.
Essa esperança por dias melhores diz respeito não somente ao fim da alta da taxa de juros no Brasil, mas também a práticas para mitigar a pressão sobre os números. Nos últimos 12 meses, as ações da Eztec já operam no azul.
A companhia, voltada ao público de alta renda, escolheu lançar menos no terceiro trimestre deste ano, de acordo com a prévia operacional, com o objetivo de recompor suas margens e aquecer os motores para o ano que vem, quando o mercado estará mais aquecido.
Os preços, todavia, colaboraram para o aumento das vendas líquidas, o que trouxe certo alívio ao balanço da empresa – embora o lucro tenha caído 40%.
Desde o início do ano, a companhia tem procurado estancar a sangria, causada principalmente pelo aumento dos custos de produção e limitações para repasse dos preços.
Além disso, a companhia, que possui mais caixa do que tem de dívida, prefere reduzir o montante em disponibilidades apenas para remunerar os investidores recomprando suas ações.
Isso indica que a empresa tem confiança no modelo de negócio e enxerga que suas ações estão subprecificadas. Ao mesmo tempo, tem segurança de que sua liquidez é suficiente para chegar ao fim dos trimestres mais magros.
Atualmente, a Eztec tem R$ 11,1 bilhões no banco de terrenos, cerca de 2,5 vezes maior do que seu valor de mercado. O que pode ser atribuída a essa pressão sobre os papéis, mesmo com a recuperação desde meados deste ano e o arrefecimento da curva de juros?
O CFO da Eztec, Emilio Fugazza, participa da TradeLive desta semana. Envie suas dúvidas e participe!