Como a Boa Safra (SOJA3) vai reverter a queda de 20% das ações desde o IPO
Ao abrir capital em abril de 2021, a Boa Safra (SOJA3) apresentou ao mercado brasileiro uma faceta diferente do agronegócio.
Embora ainda seja tradicional, o setor, que representa quase 30% da economia doméstica, tem procurado se reinventar, principalmente de olho em aumentar sua produtividade. A Boa Safra propõe uma solução para isso.
Atuando em mais de 70% do território nacional, a empresa opera na produção de sementes de soja de alta qualidade (com germinação acima de 90%), em mais de 30 tipos diferentes de tratamento.
A Boa Safra se diferencia do agronegócio pois não precisa investir em campos para cultivo, estando ligada a produtores rurais integrados que são responsáveis pela produção das sementes. Dessa forma, chama atenção o sucesso da empresa no setor mesmo sendo asset light, ou seja, leve em ativos.
Além disso, a companhia mantém um relacionamento de longa data com fornecedores de tecnologias, como as gigantes Bayer e Syngenta.
Apesar das iniciativas, na Bolsa, as ações da empresa ainda não engrenaram. Desde o IPO, os papéis SOJA3 caem 20%, enquanto o Ibovespa, índice referencial do mercado, tem baixa de 2% no mesmo período.
No agronegócio, eficiência é igual a ganhos de escala e a Boa Safra quer utilizar a posição brasileira favorável para crescer em seu mercado.
O Brasil é o maior produtor de soja do mundo. O setor de insumos cresceu em média 8,1% ao ano, de 2010 até 2019, segundo o Cepea/Esalq. E mesmo sendo a líder de mercado, a Boa Safra tem uma fatia de apenas 6,1% do segmento.
Os preços, inclusive, têm contribuído para os produtores. A receita com as exportações de soja, farelo e óleo de soja do Brasil somou US$ 48,8 bilhões de janeiro a agosto, já superando todo o ano de 2021, de acordo com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais).
Isso não significa que os negócios são um mar de rosas. Há riscos em vista, como uma possível quebra de safra e de relacionamento com os próprios produtores integrados. O que esperar da companhia?
O CFO da Boa Safra, Felipe Marques, participa da TradeLive desta semana. Envie sua dúvida e participe!