Irani (RANI3) revive após re-IPO: vale a pena investir? Empresa responde
Não só de Suzano e Klabin vive o setor de papel e celulose. Após seu re-IPO, em 2020, a Irani (RANI3) tem investido em crescimento da produção – sem deixar de pagar proventos atrativos aos seus investidores.
A companhia é uma das principais produtoras brasileiras de papel para embalagens. Com mais de oito décadas de atuação no setor, a Irani tem operações administrativas e produtivas em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A empresa abriu o capital em 1977, mas foi nos últimos dois anos que ganhou mais destaque na Bolsa. Isso porque, em meados de 2020, após alguns anos de reestruturação, a empresa se lançou novamente ao mercado com uma oferta de ações que aumentou o número de ações em circulação.
O grosso da produção da companhia vem de papel para embalagens sustentáveis, ou simplesmente papel. No segundo trimestre deste ano, foram produzidas 75 mil toneladas, além de 32,7 mil toneladas que foram vendidas (86% no mercado interno).
Nos 12 meses encerrados em junho, a companhia teve uma receita líquida de R$ 1,68 bilhão, avanço de 28,3% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
O crescimento das vendas ao exterior tem ganhado notoriedade nos negócios da companhia, que comercializa, principalmente, para Europa e Ásia.
Em comparação aos pares, a Irani é a menos eficiente. Atualmente, as margens da empresa são menores que as de Klabin e Suzano, mas os índices de endividamento são saudáveis.
A proporção da dívida líquida ajustada em relação ao Ebitda da Irani, também conhecida como alavancagem financeira, terminou o segundo trimestre em 1,11 vez. Embora represente um aumento ante os trimestres anteriores, fica abaixo dos índices da Suzano (2,25) e da Klabin (2,64).
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Embora a trajetória seja de crescimento em um negócio que demanda muito investimento em capital, a empresa não tem deixado de remunerar seus investidores. O atual DY (dividend yield) está em sólidos 8,39%, resultado de um pagamento de R$ 0,64 por ação nos últimos 12 meses.
Quais são os planos da empresa para os próximos anos? O que esperar das ações da Irani, que sobem 16% nos últimos 12 meses?
Odivan Cargnin, CFO da Irani, responde essas e outras perguntas na TradeLive desta semana. Envie suas dúvidas e acompanhe!