Taesa (TAEE11) elevará dividendos com novos leilões? Empresa responde
Em meio às incertezas do mercado de capitais global, os investidores arrojados recorrem ao conservadorismo. Isso significa que as empresas de “valor”, com fluxo de caixa previsível, são alvos de compra – como é o caso da Taesa (TAEE11).
A Transmissora Aliança de Energia Elétrica S.A., como diz seu nome por extenso, sobe mais de 11% no ano, enquanto o Ibovespa acumula uma queda de cerca de 4% em 2022. Não é de hoje, porém, que a Taesa é queridinha dos investidores que visam dividendos.
Em termos de receita, a companhia é uma das maiores do segmento no país, utilizando a mensuração de RAP (Receita Anual Permitida).
O faturamento, que segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) é renovado a cada quatro ou cinco anos e é baseado nos custos de operação e manutenção, é resultado do próprio leilão de transmissão angariado pela empresa.
Nesse ínterim, a Taesa opera mais de 14 mil quilômetros de transmissão de energia elétrica. No primeiro trimestre deste ano, o resultado foi – novamente – considerado sólido.
O período, diretamente beneficiado pela alta da inflação (mensurada precisamente pelos índices IPCA e IGP-M, que reajustam os contratos), teve um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) regulatório de R$ 454,5 milhões, alta 43,5% em 12 meses.
O que esperar da Taesa?
Com a constante disponibilidade de linhas acima de 99% de sua capacidade, a companhia atua com concessões periodicamente reajustadas, que, por sua vez, demandam investimentos que não inibem a forte distribuição de proventos.
O atual DY (dividend yield) da empresa está em aproximadamente 9,5%. No ano passado, a distribuição de dividendos ou JCP (juros sobre capital próprio) foi de R$ 4,48 por ação.
Histórico do DY da Taesa

Isso tudo com uma volatilidade menor do que o Ibovespa nos últimos 12 meses (18,15% contra 20,76%, respectivamente).
As perguntas que ficam para o mercado são: dividendos ainda mais robustos estão no radar? Os recursos ficarão voltados para investimentos necessários em novas concessões? O endividamento da empresa pode preocupar?
Essas e outras questões, como o desinvestimento da Cemig (CMIG4), estatal mineira, no capital da Taesa, serão respondidas por Cristiano Prado Grangeiro, Head de Relações com Investidores da companhia, na TradeLive desta terça-feira (26).
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