Casos de turnaround oferecem alto grau de risco e não são para todos os investidores. As probabilidades de o negócio não ir para frente são relevantes e, proporcionalmente, o retorno é alto caso dê certo. Foi o que aconteceu com a Taurus (TASA4).
Quem acreditava na empresa em junho de 2017, pouco tempo depois de a companhia iniciar uma profunda reestruturação dos negócios, e manteve as ações até hoje, viu seu capital investido valorizar mais de 1.400%. Hoje, a Taurus vale R$ 2,37 bilhões na B3.
No ano passado, a empresa produziu 2,24 milhões de armas, aumento de 44,5% sobre o reportado um ano antes. Isso levou o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para acima de R$ 1 bilhão, mais do que dobrando em 12 meses.
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Vale dizer que a empresa está majoritariamente exposta ao sólido mercado de armas americano. Cerca de 78% das vendas são realizadas nos Estados Unidos e, ainda assim, a empresa é a líder do setor no Brasil, onde navega praticamente sozinha.
Ao que tudo indica, os números caminham para permanecerem sólidos. No primeiro trimestre deste ano , apesar do efeito sazonal nos Estados Unidos e arrefecimento da demanda, a empresa ficou mais eficiente, aumentando suas margens bruta e Ebitda.
Isso não quer dizer que não existam desafios. O CPV (custo dos produtos vendidos) equivale a metade da receita líquida da Taurus, com o custo das matérias-primas e logística crescendo.
Receita líquida da Taurus disparou na última década
Fonte: TradeMap
Entre oportunidades e desafios de curto, médio e longo prazos, os investidores se perguntam como a empresa ampliará seus negócios para consolidar sua posição líder no Brasil e feroz competidor no exterior.
O balanço da empresa mostra que 96% da receita ainda vem de armas e acessórios. Há alguma perspectiva de que capacetes e peças de metal injetado tenham alguma representatividade maior nos números e possam mitigar o vaivém do setor?
O CEO Global da Taurus , Salesio Nuhs, explica na TradeLive desta terça-feira o que esperar da empresa e por que a empresa cresceu tanto nos últimos anos. Clique aqui, ative o lembrete e acompanhe!