Pé no acelerador: ação da Ecorodovias (ECOR3) avança após Credit Suisse recomendar compra
Os analistas do banco suíço Credit Suisse, que até então tinham uma posição neutra em relação às ações da Ecorodovias, afirmaram nesta quarta-feira, dia 5, que a companhia terá uma “viagem mais tranquila que o previsto” e resolveram passar a recomendar a compra do papel da empresa.
Em relatório distribuído a clientes, eles elevaram a classificação da ação para overweight (performance superior à média do mercado), apesar de terem reduzido a estimativa para o preço-alvo, agora a R$ 10, de R$ 11 na projeção anterior.
A mudança de visão da instituição acabou influenciando o humor dos investidores no pregão desta quarta. Por volta das 16h, a ação da Ecorodovias operava em alta de 1,71%, a R$ 7,14, entre as maiores valorizações do dia, depois de ter passado a maior parte da sessão na liderança.
O principal fator por trás da nova classificação do Credit é a revisão de suas projeções de depreciação dos ativos ara 2022, levando em consideração o fim das concessões Ecovias Caminho do Mar e Ecocataratas e a extensão da Ecovias dos Imigrantes, o que dilui a depreciação por um período mais longo.
Com isso, o Credit revisou também suas previsões para o resultado líquido da companhia, que foram de prejuízo de R$ 198 milhões para lucro R$ 60 milhões em 2022, e de prejuízo de R$ 92 milhões para lucro de R$ 130 milhões em 2023.
O banco destaca ainda que a empresa ficou mais barata, após a desvalorização experimentada nas últimas três semanas, de 19%, o que cria um potencial de valorização de 43%.
A revisão da classificação do banco ocorre depois de um relatório publicado em dezembro, em que os analistas da casa declararam preferência pela CCR (CCRO3), apontando novas concessões e a conclusão de disputas judiciais com o governo de São Paulo. Ainda que a preferência por CCR seja mantida, o cenário para a Ecorodovias passou a ser mais positivo do que o então projetado.
Os maiores riscos para a melhora nas perspectivas, de acordo com o relatório, são aumento nas taxas de juros; redução no crescimento econômico; incertezas regulatórias; riscos de tráfego e concorrência por novos projetos.