Track&Field (TCFO4): o que esperar das vendas no pós-pándemia? CEO responde na TradeLive desta terça-feira
Com a proximidade do fim da pandemia de Covid-19, a consequente reabertura das economias e a chegada de datas comemorativas de fim de ano, o setor de varejo tem chamado a atenção dos investidores diante da possibilidade de aumento nas vendas.
Pensando nessa retomada, a Agência TradeMap conversa nesta terça-feira, 23, a partir das 19h30, com a Track&Field (TCFO4) para debater as adaptações que a companhia brasileira precisou fazer ao longo da pandemia para se manter de pé, além das perspectivas para o próximo ano.
Participam da live Fred Wagner (CEO), Fernando Tracanella (CFO) e os analistas do TradeMap Sandra Peres e Jader Lazarini. Deixe o sininho ativado no link abaixo para não perder o bate-papo e participe com o envio de suas dúvidas.
Desempenho na bolsa
A Track&Field acabou de completar o primeiro aniversário na bolsa brasileira. Sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) ocorreu em 23 de outubro de 2020, com os papéis preferenciais listados no segmento Nível 2 de governança corporativa da B3.
Na época, as ações foram precificadas a R$ 9,25, o que significa um avanço da ordem de 44% até o pregão de sexta-feira, 19, quando os papéis fecharam a R$ 13,31. Em um ano, as ações acumulam ganhos de mais de 20% na B3, mas será que há mais espaço para crescer nessa reta final de 2021?
O consenso da Refinitiv aponta que, de cinco recomendações, três são de compra e duas são de manutenção, com preço-alvo (mediana) a R$ 17.
Por trás da Track&Field
Criada em 1988 pelos empresários e amigos Fred Wagner, Alberto Azevedo e Ricardo Rosset, a Track&Field (que significa “atletismo” em tradução livre) nasceu da vontade de vender camisetas no colégio. O negócio, que começou com venda para marcas de surfwear, amadureceu, até os empresários investirem na marca própria de roupas esportivas, que ganhou sua primeira loja em 1990.
→ Confira mais indicadores sobre a Track&Field na Lâmina de Empresas do TradeMap
Com mais de 30 anos no mercado, hoje a Track&Field se consolida como a maior marca brasileira de esporte no setor de vestuário. São 268 lojas em 117 cidades de 25 estados – desse total, 40 são unidades próprias e 228, franquias. Apenas no terceiro trimestre de 2021, foram abertas 12 lojas.
Dessa forma, a varejista atende mais de 2,2 milhões de clientes, em um ecossistema que bate com mais de mil eventos anuais e uma plataforma de vendas com quase 235 mil usuários cadastrados.
Resultados do terceiro trimestre
No terceiro trimestre deste ano, a empresa registrou lucro líquido ajustado, que desconsidera efeitos não recorrentes, de R$ 20,1 milhões, salto de 209,7% frente ao número reportado no mesmo período de 2020.
O desempenho se deve, principalmente, à base anual de comparação, uma vez que, entre os meses de julho a setembro de 2020, a companhia estava com as lojas físicas fechadas por conta das restrições à Covid-19 e da migração das vendas exclusivamente para os canais digitais.
Mesmo em relação ao terceiro trimestre de 2019, quando não havia a pandemia, contudo, o lucro líquido ajustado subiu 86% frente aos R$ 10,8 milhões registrados na época.
A receita líquida totalizou R$ 124,8 milhões nos três meses, crescimento de 88,3% frente a igual intervalo do ano anterior.
Já o resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, em português) ajustado somou R$ 25,9 bilhões entre julho e setembro, alta anual de 132%, com margem de 20,8%, aumento de 3,9 pontos percentuais na mesma base comparativa.










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