Lucros do segundo trimestre do BB, Azul, Braskem e outras companhias

Resultados trimestrais
Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BBSA3) obteve lucro líquido ajustado de R$ 4,4 bilhões no segundo trimestre de 2019, crescimento de R$ 36,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. De acordo com a estatal, o resultado foi influenciado pelos aumentos da margem financeira bruta e das rendas de tarifas além do controle de custos, que desempenharam abaixo da inflação.

“O crescimento do RSPL mercado de 13,2% para 17,6%, reforça o compromisso de aumento da rentabilidade”, informa a companhia.

A carteira de crédito ampliada somou R$ 686,6 bilhões, com queda de 0,4% em relação ao 2T18, porém com estabilidade, como aponta o banco. A carteira PF cresceu 7,8%, para R$ 14,7 bilhões, fruto do desempenho positivo em crédito consignado (+R$ 6,0 bilhões), em empréstimo pessoal (+R$ 4,8 bilhões) e financiamento imobiliário (+R$ 2,5 bilhões).

No entanto, a carteira de crédito PJ registrou uma retração de 7,8%, o que representa R$ 17 bilhões. Segundo o Banco do Brasil, o principal motivo foi pelo volume de amortizações no segmento de grandes empresas.

Tela de ações do BBAS3 no TradeMap

Além do mais, a instituição financeira divulgou um fato relevante hoje, informando que o Conselho Diretor, reunido no dia 5 de agosto, aprovou a distribuição de R$ 1.229.989.356,89 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de JCP (Juros sobre Capital Próprio), relativo ao segundo trimestre de 2019. O valor da remuneração será de R$ 0,44141315124 por ação, atualizado em R$ 0,44453410609 no dia 8 de agosto.

O JCP será atualizado, pela taxa Selic, da data do balanço (30 de junho) até a data do pagamento (30 de agosto de 2019) e terá como base a posição acionária de 21/08. Você pode ver mais informações sobre o fato relevante pelo TradeMap, basta abrir o ativo do BBSA3 e verificar o gráfico de volumes.

Na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), os papéis do banco estavam com alta de 1,32% por volta das 11h. Acompanhe esse e outros ativos em tempo real direto no TradeMap.

Azul

A companhia aérea Azul (AZUL4) registrou lucro líquido de R$ 345,5 milhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 791,4 milhões no segundo trimestre de 2018.

A margem líquida apresentou crescimento de 31,3% ante o 2T18, para R$ 2.617,7 bilhões. O resultado operacional também teve aumento em mais de 69%, para 339,9 milhões de reais, ante os R$ 200,1 milhões no segundo trimestre no ano anterior.

Na B3, as ações da Azul estão em alta. Às 11h30, a AZUL4 reportava aumento de 2,69%.

Braskem

A Braskem (BRKM5) apresentou lucro líquido de R$ 129 milhões, 91% abaixo do resultado do 1T19 e 76% inferior ao mesmo período de 2018. A receita líquida de vendas caiu 3% em comparação ao 2° trimestre do ano passado, a R$ 13.337 bilhões.

Em nota, a companhia informa que registrou uma geração livre de caixa de R$ 2,3 bilhões, superior ao registrado no 1T19 em R$ 2,2 bilhões. Em relação ao 2T18, a geração livre de caixa foi 31% inferior.

Os papéis da petroquímica enfrentam quedas no pregão de hoje na Bolsa de Valores de São Paulo. Por voltas das 11h45, a companhia registrava baixa de 2,06%.

SulAmérica

A companhia de saúde SulAmérica (SULA11) informou ao mercado um lucro líquido de 260,5 milhões de reais, alta de 92,6% ante o segundo trimestre de 2018. O total de receitas operacionais chegou a R$ 5.439,5 bilhões, crescimento de 7 pontos percentuais em comparação ao 2T18.

A SulAmérica relatou que o índice combinado totalizou 98,6% neste trimestre, melhora de 3%. No entanto, o resultado financeiro atingiu R$ 159,4 milhões, queda de 5,2%.

NotreDame Intermédica

A NotreDame Intermédica (GNDI3) reportou lucro líquido de R$ 89,6 milhões, aumento de 74,8% no trimestre. Já o lucro líquido ajustado atingiu 130,7 milhões de reais, crescimento de 24% em comparação ao mesmo intervalo de 2018.

A receita líquida obteve acréscimo de 34,5% no 2T19, para R$ 2.035,9 bilhões.

Comgás

A Comgás (CGAS5) registrou alta de 40,1% no lucro líquido do segundo trimestre de 2019, para R$ 307.401 milhões, ante 219.468 milhões de reais. O lucro líquido foi maior que 100%, de acordo com informações da companhia, para R$ 362.088 milhões.

A receita líquida reportou R$ 2,3 bilhões, crescimento de 47% ante o 2T18, “refletindo o repasse do aumento do custo do gás nas tarifas do período, recuperação de conta corrente regulatória e o crescimento do volume distribuído”, afirma a empresa.

CPFL Renováveis

A CPFL Renováveis (CPRE3) obteve prejuízo no lucro líquido de R$ 38,5 milhões, 5,4% superior ao comparativo anual. A receita líquida atingiu R$ 411.298 milhões, queda 0,9% em relação ao segundo trimestre de 2018.

Tegma

A Tegma (TGMA3) registrou lucro líquido de 32,5 milhões de reais, acréscimo de 17,1% no comparativo trimestral de 2018. De acordo com a companhia, a alta “adveio principalmente do crescimento da receita da logística automotiva e da melhora operacional no período, além da redução do resultado financeiro e da alíquota de imposto de renda.”

A receita líquida deteve aumento de 13,1%, para R$ 331 milhões.

Ouro Fino

A Ouro Fino (OFSA3) apresentou uma queda de 27,5% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre desse ano, para R$ 15,3% milhões. Por sua vez, a receita líquida somou alta de 10% em comparação ao mesmo período de 2018, para 177,7 milhões de reais.

BR Properties

A BR Properties (BRPR3) reverteu o prejuízo de R$ 61,7 milhões do 2T18, para R$ 57,07 milhões no segundo trimestre de 2019, “impactado, principalmente, pelo efeito não caixa positivo do imposto diferido na venda de propriedades”, informa a companhia.

A empresa reportou uma redução de 6% em sua receita líquida, para R$ 98,1 milhões.

Totvs

A Totvs (TOTS3) deteve lucro líquido de R$ 57,5 milhões durante o segundo trimestre desse ano, aumento de 88,5% no mesmo intervalo de 2018. A receita líquida também registrou crescimento de 8,8 pontos percentuais, para 564 milhões de reais.

JHSF

A JHSF (JHSF3) apresentou lucro líquido de 5 milhões de reais, revertendo prejuízo de R$ 0,03 milhão no 2T18, como aponta a companhia. A receita líquida obteve 140,5 milhões de reais, crescimento de 21,5%.

Banco Daycoval

O Banco Daycoval (DAYC4) registrou no 2T19 lucro líquido de R$ 163,1 milhões, queda de 24,4% em comparação ao trimestre anterior, mas com aumento de 29,1% no 2°tri/2018. O lucro recorrente teve alta 19 pontos percentuais, para R$ 228,9 milhões.

Enauta

A Enauta (ENAT3) anunciou que seu lucro líquido caiu 76% em relação ao segundo trimestre de 2018, para 20,4 milhões de reais. Segundo a empresa, a queda foi “em função de um menor resultado operacional e financeiro, além da adoção da norma IFRS 16 válida desde janeiro de 2019.”

A receita líquida deteve aumento de 16,1%, para R$ 183,8 milhões.

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