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TradeMap Explica: O que acontece com o seu dinheiro em caso de liquidação do fundo?

TradeMap Explica: O que acontece com o seu dinheiro em caso de liquidação do fundo?

Veja quando o fechamento de uma carteira pode ocorrer e como é feita a distribuição dos recursos aos cotistas

Ilustração de contrato cancelado

Foto: Shutterstock

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Tem dúvidas sobre quais passos dar para deixar as contas organizadas ou está com algum receio em relação a determinado investimento?

Lidar com o dinheiro sempre suscita certa insegurança, mas com conhecimento é possível tomar a decisão mais inteligente para encarar o universo financeiro, seja na hora de investir, economizar ou se planejar.

E se precisar de uma ajuda, é só enviar sua pergunta para o e-mail redacao@trademap.com.br que a coluna TradeMap Explica vai esclarecer todas as suas dúvidas sobre finanças pessoais e investimentos

O que acontece com meu dinheiro se ele estiver em um fundo de investimento que será liquidado?

A liquidação de um fundo está prevista quando o patrimônio da carteira fica muito baixo. Nesses casos, todo o dinheiro pertente aos cotistas e, em caso de liquidação, o gestor terá que vender os ativos para fazer o pagamento das cotas restantes.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determina a liquidação de fundos de investimentos que tenham registrado um patrimônio líquido inferior a R$ 1 milhão por 90 dias consecutivos.

Esse limite vale tanto para um patrimônio que caiu devido ao resgate dos cotistas ou pela desvalorização dos ativos.

Em caso de liquidação, o gestor ou administrador não precisa convocar assembleia.

Os ativos do fundo serão vendidos e o valor distribuído aos cotistas, consolidando assim a liquidação da carteira.

Se o fundo tiver algum ativo que não seja líquido, ou seja, mais difícil de encontrar comprador, como uma debênture que não possui negociação no mercado secundário, a titularidade desse ativo será fracionada e a posse passará a ser dos cotistas.

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Outra alternativa é o gestor propor que esse fundo de baixo patrimônio passe por uma fusão com um outro. Isso é possível antes mesmo do valor atingir o limite de R$ 1 milhão.

“Um fundo tem custos para se manter em funcionamento, que incluem pagamento de taxas à CVM [Comissão de Valores Mobiliários], Anbima [Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais], remuneração dos gestores e outros valores. Quando o patrimônio fica baixo, essa estrutura fica cara para o gestor e para os cotistas”, diz Otávio Vaz, sócio da gestora Reag Investimentos.

No caso de fusão, é preciso convocar duas assembleias para a aprovação. Uma com os cotistas do fundo que será adquirido e outra com os cotistas do fundo que irá adquirir a outra carteira.

Vaz explica que, em geral, a aprovação se dá por maioria simples, mas isso irá depender das regras que constam do regulamento do fundo.

Por sinal, antes de investir em um fundo, o ideal é que o investidor leia os termos do regulamento e o formulário de informações complementares, além da lâmina de dados – que normalmente é apresentada pelas plataformas de investimento e que possui apenas um resumo das informações principais.

Vaz lembra que as liquidações de fundo por baixo patrimônio ou propostas de fusão são pouco usuais. Em geral, ocorrem em períodos de extrema volatilidade nos mercados, como na crise financeira global de 2008.

“A Bolsa caiu muito. Alguns gestores não vislumbraram perspectivas de valorização dos ativos ou de fazer um chamado de capital entre os cotistas, então acabaram se fundindo. Mas isso não é muito usual”, conta.

Congelamento

Em momentos de mercado pouco previsível, os gestores podem também congelar o fundo para pedidos de resgate. Nesse caso, o investidor não pode efetuar saques.

O gestor, após fechar o fundo para resgate, tem cinco dias para convocar uma assembleia com os cotistas para decidir sobre o que deve ser feito com o fundo. Isso pode ocorrer quando a carteira tem muitos ativos sem liquidez, então os resgates são suspensos para não prejudicar todos os cotistas.

Um fundo também pode ser fechado para novos aportes. Isso ocorre porque o gestor pode ter uma estratégia para a carteira que não conseguirá replicar caso tenha que comprar novos ativos com o dinheiro que vai entrar, então ele fecha o fundo para não prejudicar a rentabilidade.

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