As vendas do setor varejista subiram em setembro pelo 11º mês consecutivo, mas ficaram muito perto da estabilidade durante o período, segundo dados divulgados pela Cielo (CIEL3).
O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) subiu 0,3% no mês passado em relação a igual período de 2021. A variação já desconta a inflação acumulada no período. Em termos nominais, que não fazem esse ajuste, houve alta de 13% na mesma comparação.
Mesmo subindo há 11 meses, a alta no ICVA em setembro foi a menos intensa neste período. A lentidão no crescimento acontece mesmo com os números deste ano sendo beneficiados pelo chamado efeito-calendário.
Setembro de 2022 teve uma sexta-feira a mais que igual mês de 2021. Neste dia, as vendas costumam ser mais intensas. Também teve uma quarta-feira a menos, data em que o comércio está menos aquecido.
Além disso, o feriado da Independência caiu numa quarta-feira neste ano. No ano passado, o feriado havia caído numa terça-feira, um feriadão, com menos movimentação do comércio.
Sem estes impulsos do calendário, as vendas no varejo teriam caído 0,2% em setembro, já desconsiderada a inflação.
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Diego Adorno, gerente de produtos de dados da Cielo, disse em comunicado que, apesar dos dados fracos, a recuperação do comércio continua.
Uma parte da desaceleração no crescimento das vendas, segundo ele, está relacionada à base de comparação. Em setembro do ano passado, houve um repique do consumo por causa do afrouxamento das medidas de restrição à mobilidade adotadas para conter a Covid-19.
Outro motivo é a queda nas vendas dos postos de gasolina.
Mas o consumo não está se comportando da mesma forma em todas as regiões. No Norte houve alta de 4,2% nas vendas do varejo, seguida pela região Sul (+0,7%). No Nordeste as vendas ficaram estáveis, enquanto no Sudeste e no Centro-Oeste houve queda de 0,1% e de 1,3%, respectivamente.
As ações do setor de varejo estavam entre as que mais caíam nesta quinta-feira (13) dentre os componentes do Ibovespa, o principal índice da Bolsa.
A ação da Americanas (AMER3) recuava 6,23%, seguida por Magazine Luiza (MGLU3 -4,26%) e Via (VIIA3 -4,23%).