E, finalmente, a temporada de balanços do terceiro trimestre vai engrenar no Brasil. Enquanto nos Estados Unidos os bancos e algumas grandes techs já publicaram os seus resultados, aqui a marcha de divulgação acelera agora.
A temporada de balanços do terceiro trimestre começou no dia último dia 13, quando a Camil (CAML3) deu o start nas divulgações. Na sequência, vieram Sequoia Logística (SEQL3), no dia 18, e o Assaí (ASAI3), integrante do Ibovespa, no dia 19, antecipando os seus números, que inicialmente estavam previstos para o dia 26.
Nesta semana, um total de 13 empresas vão divulgar resultados, com destaque para Telefônica Brasil (VIVT3), Santander Brasil (SANB11), Klabin (KLBN11), Ambev (ABEV3), Gol (GOLL4), Suzano (SUZB3), Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5).
No segundo trimestre, as empresas que conseguiram repassar os custos se deram bem e apresentaram resultados positivos, enquanto outras, dependendo do segmento de atuação, tiveram mais dificuldade e exibiram resultados negativos.
Em contraste com as tendências observadas no primeiro semestre do ano, as empresas parecem finalmente ter conseguido repassar os custos crescentes aos consumidores. Com isso, algumas casas de análises, como a Santander Corretora, por exemplo, esperam que as companhias apresentem margens melhores no terceiro trimestre.
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Assim como nos dois primeiros trimestres de 2022, o setor de petróleo e gás deve apresentar resultados robustos, impulsionados pelo preço do Brent. Por outro lado, as mineradoras e siderúrgicas devem reportar números mais fracos, em decorrência da desvalorização do minério de ferro no mercado internacional.
Para os bancos, a expectativa é de bons resultados para os lucros no terceiro trimestre, enquanto os empréstimos devem mostrar desaceleração por conta da taxa de juros elevada. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano.
Setores domésticos, como saúde, transporte e shoppings devem apresentar resultados mais fortes em função de uma atividade econômica mais dinâmica no período – reconhecida pelo mercado com a revisão para cima nas expectativas para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano.
O varejo, no entanto, deve ver uma recuperação mais lenta. Na visão da XP Investimentos, havia expectativa de que o segmento fosse acompanhar o movimento geral do mercado, porém os principais indicadores do setor apresentaram números ruins recentemente, impactados pelo cenário macroeconômico de juros mais altos.
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Dados divulgados pelo IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo), por exemplo, apontam que as empresas do setor preveem queda nas vendas em todos os meses do quarto trimestre de 2022.
Os números mostram que as empresas associadas ao IDV preveem redução de 1,1% nas vendas em outubro em relação a igual mês de 2021, já desconsiderando o efeito da inflação. A expectativa anterior era de queda menor, de 0,7%.
Para novembro, a previsão era de aumento de 0,5% no faturamento, mas passou para redução de 0,5%. Por fim, no mês de dezembro, para o qual ainda não havia projeções, a estimativa é de queda de 3,2% na receita real em relação a um ano antes.
Abaixo, veja a agenda completa dos balanços que serão acompanhados de perto pela Agência TradeMap. Importante ressaltar que na tabela a maioria das empresas são integrantes do Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, com exceção de Vamos (VAMO3) e Dexco (DXCO3).