Navegue:
Rumo (RAIL3) lidera baixas do pregão após apresentar prejuízo, enquanto Cielo (CIEL3) dispara

Rumo (RAIL3) lidera baixas do pregão após apresentar prejuízo, enquanto Cielo (CIEL3) dispara

Após abrir o pregão em alta nesta sexta, Ibovespa cai nesta tarde. Balanço de Rumo não agrada e empresa lidera maiores quedas do dia

Celular com aplicativo TradeMap

Foto: João Tessari/TradeMap

Por:

Compartilhe:

Por:

Após publicar na noite de quinta-feira (17) um balanço que mostrou prejuízo no quarto trimestre do ano passado, a ação da Rumo (RAIL3) lidera as baixas do pregão nesta sexta-feira.

Por volta de 13h30, o papel da companhia de logística tinha queda de 7,15% e contribuía para que o Ibovespa operasse com recuo de 0,49%. O principal índice da Bolsa chegou a abrir o dia em alta, mas virou para o negativo após o início das negociações nos mercados em Wall Street, em Nova York.

Segundo o balanço da Rumo, a empresa teve um prejuízo no E$ 384 milhões no quarto trimestre.

O resultado se deve, segundo a companhia, à quebra da safra do milho, uma das principais mercadorias transportadas pela Rumo, junto com a soja. No quarto trimestre do ano passado, houve queda de 22% na movimentação do milho, em relação ao mesmo período anterior.

A empresa também apresentou no último trimestre de 2021 um endividamento líquido de R$ 9,38 bilhões, crescimento de 4,8% no comparativo com o mesmo período de 2020.

Seguem a fila das quedas Locaweb (LWSA3), que caía 4,29% e Cosan (CSAN3), que recuava 3,81%, à espera de balanço que será publicado na noite desta sexta, após o fechamento do mercado.

Na ponta oposta, a maior alta do dia fica por conta de Cielo (CIEL3), que subia 14,29%. A performance positiva vem no dia em que a companhia anunciou mais um desinvestimento.

Na manhã desta sexta, a empresa do ramo de maquininhas anunciou a venda da Merchant e-Solutions, oriunda do Vale do Silício, por até US$ 290 milhões (cerca de R$ 1,49 bilhão na cotação atual).

Uma parcela fixa de US$ 140 milhões será paga na data do fechamento, enquanto outros US$ 150 milhões serão pagos somente depois de confirmadas algumas premissas acertadas entre as companhias.

Desde 2020, a companhia já levantou R$ 715,8 milhões com a venda de operações que diminuíram sua estrutura de tamanho, mas que voltaram seus esforços ao negócio de adquirência.

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, avalia que a alta se deve também ao fato de o papéis da Cielo estarem baratos. Atualmente, cada ação da empresa é negociada por R$ 2,86.

Leia Mais

Cielo (CIEL3) abre mão dos EUA e mira estratégia com R$ 1,5 bilhão no bolso

Dia volátil

Costa avalia que a volatilidade do dia se deve principalmente aos ativos de commodities, que vêm sofrendo com a tensão na Ucrânia nos últimos dias e acabam pressionando o Ibovespa pelo montante que algumas empresas negociam.

Petrobras (PETR4), por exemplo, sofre com a queda no preço do barril de petróleo tipo Brent, que cai 0,58% nesta sexta e é negociado por US$ 91. Enquanto isso, as ações da estatal caíam 1,34%. No caso do minério de ferro, os contratos futuros da commodity na bolsa de Dalian, na China, fecharam o último pregão da semana em queda de 1,4%, sendo negociado a 685 yuans por tonelada.

A Vale (VALE3), principal mineradora brasileira, recuava 0,15% no dia e acentuava as perdas de quinta.

Outra empresa que divulgou seu balanço e apresenta performance positiva no dia é a Taesa (TAEE11), que subia 1,71%. A companhia, que atua no ramo de transmissão de energia elétrica no Brasil, registrou um lucro regulatório de R$ 105,5 milhões no 4º trimestre de 2021, um aumento de 34% em comparação com mesmo período em 2020.

Contudo, o lucro líquido da Taesa caiu 43,6% no quarto trimestre de 2021 em relação a um ano antes, para R$ 423,1 milhões, refletindo a queda de 38,7% na receita da companhia na mesma base de comparação, para R$ 717 milhões.

Os resultados menores no quarto trimestre refletem um investimento menor nos empreendimentos em construção, que segundo a companhia estão perto de serem concluídos. Isso reduziu a margem da companhia com implementação de infraestrutura.

Cenário internacional

O movimento do Ibovespa acompanha o cenário externo nesta sexta, que, após uma quinta-feira de queda e cautela nos Estados Unidos e Europa, voltam a cair no último pregão da semana.

A sensação de tensão envolvendo Rússia e Ucrânia diminuiu no dia após a notícia da possibilidade de um encontro, na próxima semana, entre o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e o ministro de relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. As movimentações envolvendo os países continuam no radar.

No Velho Continente, os investidores também acompanharam a divulgação da leitura preliminar do índice confiança do consumidor da zona do euro relativa a fevereiro. O número apontou uma queda 0,3 ponto em relação ao mês anterior. O número passou de -8,5 para -8,8 no mês. Este é o quinto mês consecutivo de queda.

Por lá, as bolsas operam em baixa. O índice Euro Stoxx 50, que reúne empresas de todo o continente, caía 0,40%, enquanto o DAX, da Alemanha recuava 1%. Já o FTSE 100, de Londres, operava com estabilidade e apresentava leve retração de 0,03%.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, as principais bolsas de Wall Street também caem. Na quinta, os mercados caíram com força após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que disse que a ameaça de uma invasão na Ucrânia pela Rússia era “muito alta”.

Nesta sexta, os índices apresentam queda na abertura do pregão. Nasdaq Composto caía 0,89%, Dow Jones recuava 0,28% enquanto o S&P 500 apontava em 0,38% para baixo.

Na quinta, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central do país) de Saint Louis, James Bullard, disse em entrevista que a instituição deve elevar a taxa de juros além de 2% para conter a inflação nos EUA. Ele também declarou que é a favor da elevação dos juros em 1 ponto percentual até o meio do ano.

Compartilhe: