Maiores altas e baixas do Ibovespa na semana

Fonte: Shutterstock/Alf Ribeiro

A primeira semana de março foi marcada por indicadores econômicos relevantes e pelo aumento das tensões geopolíticas. No Oriente Médio, o avanço do conflito entre Estados Unidos e Irã colocou o Estreito de Ormuz no radar do mercado. A região é uma das principais rotas do comércio global de petróleo, e o risco de interrupções no tráfego marítimo aumentou a volatilidade das commodities e dos mercados. 

Entre os indicadores, os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos vieram abaixo do esperado. O relatório Payroll mostrou queda de 92 mil vagas em fevereiro, ante expectativa de alta de 58 mil. A taxa de desemprego subiu para 4,4%. 

No Brasil, a taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, estável frente ao trimestre anterior e abaixo dos 6,5% registrados um ano antes. 

A bolsa refletiu o cenário mais volátil. Confira a seguir as maiores altas e quedas da semana.

 

Maiores altas 

 

Braskem (BRKM5) liderou os ganhos da semana, com alta de 30,34%. O movimento ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que pode restringir a oferta de produtos petroquímicos da região e favorecer empresas de outras geografias. O avanço ocorre mesmo após a companhia divulgar relatório operacional com queda nas vendas. As vendas de resinas recuaram 8% na comparação anual, para 743 mil toneladas, enquanto os principais químicos caíram 13%, para 595 mil toneladas. 

 A PRIO (PRIO3) subiu 8,99% na semana, apoiada na alta do petróleo e na preferência de analistas pelo papel em um cenário de Brent crude oil mais elevado. Investidores também acompanham possíveis gatilhos para a ação, como o início da produção no campo de Wahoo e a valorização da commodity.

As ações da Petrobras avançaram 7,14% (PETR3) e 7,20% (PETR4) na semana, acompanhando a valorização do petróleo em meio às tensões geopolíticas. A estatal também divulgou resultados recentes, com lucro líquido de R$ 15,56 bilhões no quarto trimestre, ante prejuízo de R$ 17 bilhões no mesmo período de 2024. Na comparação com o terceiro trimestre de 2025, porém, houve queda frente ao lucro de R$ 32,7 bilhões.

A Brava Energia (BRAV3) subiu 5,85% após divulgar dados preliminares de produção. Em fevereiro de 2026, a companhia registrou produção total de 79,4 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/d), alta de 7,6% na comparação anual e acima dos 74,1 mil boe/d de janeiro. Do total, 52,4 mil boe/d vieram de ativos offshore e 26,9 mil boe/d de operações onshore.

 

Maiores quedas 

 

Na ponta negativa, a CSN (CSNA3) recuou 16,59% na semana. A empresa negocia um empréstimo com um grupo de bancos entre US$ 1,35 bilhão e US$ 1,5 bilhão, operação que pode ter ações da CSN Cimentos como garantia. Os termos finais ainda dependem de negociações sobre juros e garantias adicionais.

A Minerva Foods (BEEF3) caiu 13,79%. Antes da divulgação do resultado do quarto trimestre de 2025, analistas do JPMorgan revisaram estimativas para a companhia e mantiveram recomendação neutra, avaliando que, apesar da demanda externa ainda forte, o potencial de valorização do papel é limitado no curto prazo.


Já a Embraer (EMBR3) caiu 13,29% na semana após divulgar o balanço do quarto trimestre de 2025. Apesar da reação negativa das ações, analistas do Goldman Sachs e do JPMorgan classificaram os resultados como sólidos, com receita e Ebitda acima do consenso de mercado e forte geração de caixa. O EBIT ajustado foi de US$ 231 milhões, com margem de 8,7%, impactada por tarifas dos Estados Unidos. Sem esse efeito, a margem teria sido de 9,7%, acima das estimativas do mercado.  

Em meio ao cenário de tensões geopolíticas e divulgação de indicadores econômicos relevantes, o Ibovespa registrou uma semana marcada por forte volatilidade. A valorização do petróleo favoreceu empresas ligadas ao setor de energia e petroquímica, enquanto fatores corporativos e revisões de expectativas pressionaram papéis de outros segmentos. O desempenho reflete a sensibilidade do mercado tanto ao cenário externo quanto a notícias específicas das companhias. 

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