Ibovespa encerra em alta após sinais de trégua entre EUA e Irã

Fonte: Shutterstock/Bigc Studio

O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (11) com valorização de 1,71%, aos 171.497 pontos, impulsionado pela redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O índice passou boa parte da sessão próximo da estabilidade, mas ganhou força ao longo da tarde após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando avanços nas negociações para encerrar o conflito com o Irã.

No cenário internacional, Trump anunciou o cancelamento de uma nova rodada de ataques que havia autorizado contra o Irã, afirmando que negociadores chegaram a um consenso sobre os “pontos finais” de um acordo para encerrar a guerra no Oriente Médio. O presidente norte-americano declarou que um entendimento definitivo poderá ser assinado nos próximos dias, embora o governo iraniano tenha afirmado que ainda não aprovou qualquer texto formal. Mesmo com as divergências, a sinalização de uma possível solução diplomática reduziu parte da percepção de risco que vinha pressionando os mercados nas últimas sessões.

No campo econômico, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) dos EUA avançou 1,1% em maio na comparação mensal e acumulou alta de 6,5% em 12 meses. O resultado foi impulsionado principalmente pela forte elevação dos preços de energia e bens de consumo, reforçando o debate sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

No campo microeconômico, o setor financeiro exerceu pressão positiva sobre o índice ao longo da sessão, registrando valorização generalizada entre os principais ativos. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) avançaram 2,90%, acompanhadas pelos papéis do Bradesco (BBDC4), que subiram 2,43%. O Banco do Brasil (BBAS3) registrou alta de 2,16%, enquanto o Santander (SANB11) valorizou-se em 0,63%. Já no setor do petróleo, o grande destaque ficou para a PetroReconcavo (RECV3), que saltou 5,91%. A Petrobras operou em direções opostas: as ações preferenciais (PETR4) subiram 0,26%, enquanto as ordinárias (PETR3) registraram leve queda de 0,02%. Por fim, o lado negativo do segmento petrolífero foi liderado pela Prio (PRIO3), que fechou com queda de 1,32%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, os papéis da Vamos (VAMO3) lideraram os ganhos da sessão, com uma valorização de 6,52%. Na sequência, as ações da PetroReconcavo (RECV3) avançaram 5,91%, enquanto a Direcional (DIRR3) subiu 5,78%. Também figuraram como destaques positivos do pregão a construtora Cury (CURY3), com alta de 5,22%, a Braskem (BRKM5), subindo 5,07%, e as ações da Totvs (TOTS3), que fecharam em valorização de 4,93%.

Na ponta negativa, os papéis da Natura (NATU3) lideraram as perdas do pregão, registrando recuo de 1,96%. Em seguida, apareceram as ações da SLC Agrícola (SLCE3), que caíram 1,41%, e da petroleira Prio (PRIO3), com baixa de 1,32%. 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• Vamos (VAMO3): +6,52%

• PetroRecôncavo (RECV3): +5,91%

• Direcional (DIRR3): +5,78%

• Cury (CURY3): +5,22%

• Braskem (BRKM5): +5,07%


Baixas

• Natura (NATU3): -1,96%

• SLC Agrícola (SLCE3): -1,41%

• Prio (PRIO3): -1,32%

• Usiminas (USIM5): -1,00%

• RaiaDrogasil (RADL3): -0,79%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (11/06):

• Segunda-Feira (08): -0,21%

• Terça-Feira (09): +0,68%

• Quarta-Feira (10): -0,70%

• Quinta-Feira (11): +1,71%

• Na semana: +1,47%

• Em junho: -1,32%

• No 2°tri./26: -8,52%

• Em 12 meses: +25,06%

• Em 2026: +6,44%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +1,86%

• Nasdaq: +2,54%

• S&P 500: +1,75%



Para acompanhar mais notícias do mercado financeiro, baixe ou acesse o TradeMap.

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 12 de junho

Nesta sexta-feira (12) o calendário econômico traz atualizações relevantes que podem impactar os mercados. Veja os principais eventos do dia e suas possíveis consequências: 09:00

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.