Ibovespa encerra perto da estabilidade com foco no Oriente Médio

Fonte: Shutterstock/KanawatTH

O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira (21) próximo da estabilidade, com leve queda de 0,03%, aos 173.326 pontos. O desempenho refletiu a cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio, em meio às novas ameaças envolvendo o transporte global de petróleo, enquanto o avanço da commodity no mercado internacional sustentou o desempenho das ações do setor de petróleo.

No cenário internacional, os investidores seguiram acompanhando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso contra o Irã, afirmando que o país deseja negociar, mas que Washington não tem interesse até que Teerã esteja “pronto”. Além disso, o republicano ameaçou realizar novos ataques contra instalações nucleares iranianas e reiterou que a ofensiva americana no país ainda não terminou, mantendo elevada a aversão ao risco nos mercados. 

No setor de petróleo, as ações encerraram o pregão em alta, acompanhando a valorização da commodity no mercado internacional. O movimento foi impulsionado pelas novas ameaças dos houthis ao tráfego marítimo no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais rotas para o transporte global de petróleo. Além disso, preocupações com a segurança do abastecimento de energia e a possibilidade de novos impactos sobre a oferta sustentaram a alta dos preços. Na Bolsa brasileira, as ações ordinárias da Petrobras (PETR3) avançaram 1,43%, enquanto as preferenciais (PETR4) subiram 1,24%. A PetroReconcavo (RECV3) ganhou 1,77%, a Prio (PRIO3) avançou 0,85%.

No setor bancário, as ações encerraram o pregão majoritariamente em alta. O destaque ficou para o Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 3,52%, registrando o melhor desempenho entre os grandes bancos. Também fecharam no campo positivo Santander Brasil (SANB11), com alta de 0,74%, Bradesco (BBDC3), que subiu 0,62%, e Itaú Unibanco (ITUB4), com ganho de 0,54%.

Entre as maiores altas do Ibovespa, destaque para Marfrig (MBRF3), que avançou 4,06%, seguida por Usiminas (USIM5), com alta de 3,68%, CSN Mineração (CMIN3), que subiu 3,53%, Banco do Brasil (BBAS3), com ganho de 3,52%, e PetroReconcavo (RECV3), que avançou 1,77%.

Na ponta negativa, Hypera (HYPE3) liderou as perdas, com queda de 5,51%, seguida por Rede D’Or (RDOR3), que recuou 4,32%, YDUQS (YDUQ3), com baixa de 4,16%, Braskem (BRKM5), que caiu 3,87%, e Azzas 2154 (AZZA3), que encerrou o pregão em queda de 3,80%.

 

As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:

 

Altas

• Marfrig (MBRF3): +4,06%

• Usiminas (USIM5): +3,68%

• CSN Mineração (CMIN3): +3,53%

• Banco do Brasil (BBAS3): +3,52%

• PetroRecôncavo (RECV3): +1,77%


Baixas

• Hypera (HYPE3): -5,51%

• Rede D’Or (RDOR3): -4,32%

• Yduqs (YDUQ3): -4,16%

• Braskem (BRKM5): -3,87%

• Azzas (AZZA3): -3,80%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (21/07):

• Segunda-Feira (20): -0,20%

• Terça-Feira (21): -0,03%

• Na semana: -0,22%

• Em julho: +0,76%

• No 3°tri./26: +0,76%

• Em 12 meses: +29,19%

• Em 2026: +7,57%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em alta:

• Dow Jones: +0,74%

• Nasdaq: +1,29%

• S&P 500: +0,89%

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