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Petróleo passa de US$ 121 o barril após danos a oleoduto que passa pela Rússia

Petróleo passa de US$ 121 o barril após danos a oleoduto que passa pela Rússia

Trecho com problemas passa está no território russo e previsão é de redução de 1 milhão de barris por dia na oferta

Ilustração petróleo

Foto: Shutterstock

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A notícia de que um oleoduto que passa pela Rússia foi danificado faz os preços do petróleo subirem para perto de US$ 122 o barril.

A expectativa é de que os problemas com o oleoduto reduzam ainda mais a quantidade de petróleo disponível no mercado, que já sofria com a redução na oferta de barris provocada pelas sanções econômicas impostas aos russos.

Por volta das 12h20 (de Brasília), o petróleo tipo Brent – que serve como referência para o preço internacional da commodity – subia 5,5% no mercado futuro da ICE, a US$ 121,80 por barril.

O oleoduto foi danificado por tempestades na região do Mar Negro. O reparo pode levar um “tempo considerável” por causa da dificuldade de comprar peças sobressalentes “na situação atual do mercado”, disse a CPC, empresa que administra a estrutura.

Em fevereiro, o oleoduto transportou 1,55 milhão de barris de petróleo por dia. Um porta-voz do governo russo citado pela agência de notícias Reuters disse que o volume transportado pode diminuir em até 1 milhão de barris por dia por causa dos danos.

“O petróleo transportado por este sistema estava isento das sanções dos Estados Unidos porque era predominantemente vindo do Cazaquistão, mas o oleoduto era visto como uma potencial saída para permitir que o petróleo russo chegasse a compradores do exterior, porque os certificados de origem poderiam ser falsificados”, disse a TAC Energy, empresa que atua na venda de combustíveis no atacado nos EUA.

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Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, no final de fevereiro. os preços do petróleo estão se comportando de forma volátil e pendendo para níveis mais altos.

O conflito afeta o mercado da commodity porque a Rússia, maior exportador mundial de petróleo, tem sido alvo de sanções econômicas que na prática impedem os russos de vender o produto ao exterior.

A AIE (Agência Internacional de Energia) apontou que as grandes petrolíferas e empresas que negociam petróleo estão evitando fazer transações com a Rússia.

Nas contas da agência, a partir de abril haveria uma redução de 3 milhões de barris por dia na oferta de petróleo da Rússia, e essa diminuição pode ser ainda maior se as sanções ao país aumentarem.

O aumento nos preços do petróleo tem consequências diretas para a Petrobras (PETR4) e para a economia brasileira. Como a companhia determina os preços dos combustíveis a partir dos valores praticados no mercado internacional, quanto mais o petróleo se valoriza, maior a chance de a gasolina e o diesel aumentarem de preço – e, consequentemente, de a inflação acelerar.

Nas contas da Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), até ontem – ou seja, antes mesmo do avanço observado hoje nos preços do petróleo -, a defasagem nos preços da gasolina e do diesel no Brasil em relação ao mercado externo era de 8% e de 13%, respectivamente.

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