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Petrobras (PETR4) pode ter lucro recorde mesmo sem surpresa em prévia, dizem analistas

Petrobras (PETR4) pode ter lucro recorde mesmo sem surpresa em prévia, dizem analistas

Expectativa é que os resultados financeiros reflitam a alta do preço do petróleo e parte do aumento do preço dos combustíveis

Divulgação Petrobras, foto de Sergio Moraes - Reuters

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A prévia operacional da Petrobras (PETR4) no primeiro trimestre de 2022 veio sem nenhuma surpresa, com um conjunto sólido de produção e vendas no período. Agora, a expectativa é que os resultados financeiros da estatal reflitam a alta do preço do petróleo e parte do aumento do preço dos combustíveis vistos em março, o que abre espaço para um anúncio de dividendo considerável, de acordo com analistas consultados pela Agência TradeMap.

No primeiro trimestre do ano, os preços do petróleo tipo Brent – que servem como referência para o mercado internacional – subiram 34,68%, a US$ 105,90 o barril, quando comparado ao preço de 31 de dezembro de 2021, que estava em US$ 78,63, segundo uma fonte que falou sob a condição de anonimato.

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Em relatório, o BTG Pactual considerou o desempenho operacional da Petrobras no primeiro trimestre como positivo, destacando os números sólidos no segmento de E&P (exploração & produção). “O mix também foi positivo, com campos do pré-sal altamente rentáveis produzindo mais do que nunca”.

Diante disso, o banco passou a considerar um novo recorde de lucro da estatal no primeiro trimestre do ano, sendo suportado pela alta do petróleo no período, abrindo espaço para dividendo bilionário.

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Para o banco Safra, a Petrobras apresentou produção 2% abaixo das expectativas, mas deve ter lucro recorde no primeiro trimestre, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional e do aumento do preço dos combustíveis, realizado em março, no qual o diesel subiu 24,9% e a gasolina 18,7%.

De acordo com o UBS-BB, a Petrobras tem alcançado uma sólida composição do portfólio ao longo dos anos, com o foco em E&P de primeira linha, o que acaba sustentando o aumento da lucratividade. “Vemos os números operacionais suportando resultados financeiros sólidos e esperamos que a empresa anuncie dividendos no dia da divulgação de resultados”.

Na visão do Goldman Sachs, que viu a produção da companhia sem nenhuma surpresa, já que os dados já estavam mapeados pelo mercado, após a divulgação prévia dos números pela ANP (Agência Nacional, de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a Petrobras tem espaço para anunciar um dividendo entre US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões.

Por volta de 15h15 (de Brasília), as ações preferenciais da estatal tinham alta de 1,36%, negociadas a R$ 30,47, enquanto os papéis ordinários subiam 1,33%, a R$ 33,63.

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