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Petrobras (PETR4) aumenta preço de combustíveis; gasolina vai subir 18,8%

Petrobras (PETR4) aumenta preço de combustíveis; gasolina vai subir 18,8%

O valor do litro da gasolina vai subir 18,8% e o do diesel subirá 24,9%.

Petrobras - Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

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Após 57 dias sem reajustes, a Petrobras anunciou que aumentará os preços de venda de gasolina e diesel a partir de amanhã. O valor do litro da gasolina vai subir 18,8%, para R$ 3,86, enquanto o do diesel passará a R$ 4,51 – aumento de 24,9%.

Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,37, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba – uma variação de R$ 0,54 por litro. No caso do diesel, a parcela da Petrobras no preço da bomba aumenta em R$ 0,81 por litro, saindo de R$ 3,25, em média, para R$ 4,06.

Em nota, a Petrobras diz que o aumento de preços “vai no mesmo sentido de outros fornecedores de combustíveis no Brasil que já promoveram ajustes nos seus preços de venda”.

A empresa também disse que o reajuste foi necessário diante do aumento nos preços do petróleo e “para que o mercado brasileiro continue sendo suprido, sem riscos de desabastecimento”.

“A redução na oferta global de produto, ocasionada pela restrição de acesso a derivados da Rússia, regularmente exportados para países do ocidente, faz com que seja necessária uma condição de equilíbrio econômico para que os agentes importadores tomem ação imediata, e obtenham sucesso na importação de produtos de forma a complementar o suprimento de combustíveis para o Brasil”, acrescentou.

O preço do gás de cozinha também vai subir, depois de passar 152 dias sem reajuste. A partir de amanhã, o preço médio de venda do GLP da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, alta de 16,1% e equivalente a R$ 58,21 por 13 quilos.

Mercado esperava reajuste nos preços

Os investidores e agentes econômicos esperavam um aumento nos preços de combustíveis há semanas, principalmente depois que a Rússia invadiu a Ucrânia e fez os preços do petróleo dispararem no mercado mundial. 

O receio era de que a invasão pudesse levar outros países a adotarem em embargos comerciais contra a Rússia, um grande produtor e exportador de petróleo. Por causa disso, o valor da commodity chegou a tocar US$ 138 por barril no último domingo (6). Antes da invasão, o preço girava em torno de US$ 94 o barril.

No entanto, a alta nos preços do petróleo era uma realidade antes mesmo de qualquer conflito militar entre Ucrânia e Rússia. A commodity terminou o ano passado em US$ 78 por barril, e continuou subindo gradativamente nas primeiras semanas de 2022.

Como a política de preços da Petrobras prevê que a companhia precisa vender os combustíveis no mercado interno por um preço maior que o registrado nos mercados internacionais, e os preços do petróleo estavam subindo, aumentou a pressão para que a companhia aumentasse o valor dos combustíveis.

Segundo a Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom), até ontem os preços do óleo diesel no Brasil estavam R$ 1,17 por litro abaixo do valor que deveria, se a política de preços da Petrobras fosse seguida à risca. A defasagem do diesel era ainda maior –  de R$ 1,83 por litro.

Com a alta no câmbio e nos preços da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional, o preço médio da gasolina e do óleo diesel no Brasil operam com diferenciais negativos em todos os portos analisados. Destacamos que a gasolina no Porto de Aratu opera com uma defasagem de apenas 1%.

O reajuste, porém, entrou na mira do governo, que nos últimos dias promoveu reuniões para decidir como se daria o aumento. O receio do Planalto é o impacto que preços mais altos para os combustíveis terão sobre a inflação, que está em níveis elevados e pode forçar o banco central a aumentar os juros para níveis mais altos que os anteriormente previstos.

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