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Produção da Petrobras (PETR4) tem expansão tímida no 1º trimestre, mas confirma tendência

Produção da Petrobras (PETR4) tem expansão tímida no 1º trimestre, mas confirma tendência

Produção da estatal alcançou 2,79 milhões de boed no período, uma alta de 1,15% na comparação anual

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Foto: André Motta de Souza / Agência Petrobras

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A Petrobras, que publicou na noite desta quarta-feira (27) a produção total no Brasil e no exterior de petróleo, líquido de gás natural e gás natural para o primeiro trimestre, mostrou uma continuação da tendência de alta vista nos trimestres anteriores, em função de novos poços produtores no pós-sal da Bacia de Campos, além da continuidade dos ramp-ups dos FPSOs (unidades flutuantes de produção) Carioca, localizadas na Bacia de Sépia, e da plataforma 68, na Bacia de Santos.

No período, a estatal alcançou a produção de 2,79 milhões de boed (barris de óleo equivalente por dia), uma alta de 1,15% na comparação anual. Considerando apenas o Brasil, onde se concentra a maior parte da produção da estatal, o volume foi de 2,75 milhões de boed, 1,4% maior que o visto no mesmo período de 2021.

O volume do pré-sal, que deve representar parcela significativa da produção nos próximos anos, alcançou 1,68 milhão de bpd (barris por dia) no período, uma alta de 7,3% na comparação anual. A produção total no pré-sal, por sua vez, foi de 2,03 milhões de boed no trimestre, representando 72% da produção total da Petrobras.

A produção no pós-sal no primeiro trimestre de 2022 foi de 467 mil bpd, volume 10,4% menor que o mesmo intervalo de 2021. Já a produção em terra e águas rasas foi de 82 mil de bpd, 24,8% menor que o mesmo período do ano passado, em razão dos desinvestimentos de campos terrestres e águas rasas e ao declínio natural de produção.

Centro da polêmica

A Petrobras tem sido alvo de polêmica nos últimos meses, principalmente pelo aumento do preço dos combustíveis, no caso de diesel e gasolina, que afetam diretamente o bolso do consumidor. No primeiro trimestre do ano, os números da companhia mostram que os dados vieram mistos, com o volume de vendas de diesel para o mercado interno caindo, enquanto o de gasolina apresentou aumento significativo.

Essa discussão sobre o preço dos combustíveis, inclusive, fez o presidente Jair Bolsonaro trocar o comando da empresa duas vezes no período de um ano, saindo Roberto Castello Branco para a chegada do general da reserva Joaquim Silva e Luna, que também deixou o cargo recentemente, para a chegada de José Mauro Ferreira Coelho.

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No trimestre, o volume de produção do diesel caiu 4,6% na base anual e atingiu 684 mil bpd, enquanto as vendas para o mercado interno somaram 716 mil bpd, queda de 2,1% na mesma base de comparação.

Em comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a estatal afirmou que as quedas vistas no diesel se devem à redução sazonal do consumo, tipicamente mais baixo no primeiro trimestre do ano, além da venda da refinaria RLAM.

No caso da gasolina, a produção caiu apenas 0,9% no trimestre e alcançou 374 mil bpd ante o mesmo intervalo de 2021, enquanto as vendas para o mercado atingiram 402 mil bpd no período, uma alta de 17,3% na comparação anual.

Menos despacho termelétrico

A geração de energia elétrica foi de 1.765 MW (megawatts) médios no primeiro trimestre de 2022, uma redução de 38,4% em relação ao mesmo período de 2021, em virtude da melhora do nível dos reservatórios das hidrelétricas no país.

Pelo lado da oferta, a entrega de gás nacional foi reduzida para 37 milhões m³/dia (de metros cúbicos dia), principalmente em decorrência do encerramento dos prazos de contratos de compra da Petrobras junto a parceiros e terceiros, que passaram a vender seu gás diretamente a seus clientes, além dos desinvestimentos em exploração & produção no Nordeste.

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