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Preço do petróleo em alta deve turbinar resultados de empresas do setor, prevê Moody’s

Preço do petróleo em alta deve turbinar resultados de empresas do setor, prevê Moody’s

A agência de classificação de risco alterou a perspectiva global do setor de estável para positiva

Ilustração com poços de petróleo e gráfico de alta nos preços

Foto: Shutterstock

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O preço do petróleo em alta durante o primeiro trimestre do ano deve turbinar os resultados das empresas do segmento, desde exploração e produção até refino e venda, prevê a agência de classificação de risco Moody’s que alterou a perspectiva global do setor de estável para positiva, uma vez que a oferta restrita da commodity manterá os preços elevados nos próximos 12 a 18 meses.

“O ritmo de melhora nos lucros (das empresas) diminuirá no início de 2023, enquanto os preços das commodities permanecerão bem acima de nossas faixas de preço de médio prazo”, diz a vice-presidente sênior da agência, Elena Nadtotchi.

Segundo a Moody’s, a oferta restrita durante esse período não garantirá melhorias significativas nas condições operacionais das companhias, à medida que o crescimento da demanda começar a diminuir.

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Para 2022, a agência espera que as empresas de petróleo e gás registrem recordes nos lucros e fluxo de caixa livre em meio aos fortes preços de commodities e disciplina de capital contínua.

Por outro lado, a Moody’s alerta que as preocupações com as exportações russas em meio a sanções econômicas serão cruciais para refinar as margens das companhias, especialmente na Europa.

“Com spreads de crack robustos (diferencial entre o preço do petróleo e o preço dos produtos extraídos da commodity), os diferenciais de preço do petróleo e a demanda crescente beneficiarão particularmente as refinarias dos Estados Unidos. No geral, os ganhos das refinarias se expandirão em 2022 com margens superiores aos níveis do meio do ciclo”, explica o relatório.

Por volta de 13h25 (de Brasília), o preço do petróleo tipo Brent – que serve como referência no mercado internacional – caía 5,41%, a US$ 100,41 o barril.

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