Ibovespa recua com guerra no Oriente Médio e salto do petróleo

Fonte: Shutterstock/Golden Dayz

O Ibovespa encerrou a quinta-feira (12) em queda de 2,55%, aos 179.284 pontos, em um pregão marcado por forte aversão ao risco nos mercados globais. A deterioração do cenário internacional, impulsionada pela escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã e pelas ameaças ao Estreito de Ormuz, aumentou os temores de interrupção no fornecimento global de petróleo.

Com isso, o petróleo Brent voltou a superar US$ 100 por barril, elevando preocupações com inflação global e crescimento econômico. O movimento pressionou as bolsas internacionais: em Wall Street, os principais índices caíram mais de 1%. No câmbio, o dólar Ptax avançou 0,88% frente ao real, a R$ 5,2051, refletindo o fortalecimento global da moeda norte-americana.

No cenário doméstico, o IPCA de fevereiro subiu 0,70%, acima das expectativas, reforçando receios sobre a persistência inflacionária. Com a alta do petróleo pressionando combustíveis, cresce a preocupação de que o Banco Central tenha menos espaço para cortar a Selic no ritmo esperado. As apostas do mercado já foram revisadas, com o consenso passando a indicar redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, abaixo dos 0,50 ponto previstos anteriormente.

Para mitigar o impacto da alta do petróleo, o governo anunciou a zeragem de PIS e Cofins sobre o diesel, além de uma subvenção temporária, medida que pode gerar renúncia fiscal de cerca de R$ 30 bilhões.

Na Bolsa, as perdas foram generalizadas. Mesmo com o petróleo em alta, Petrobras (PETR4) fechou com leve valorização de 0,45%. Já setores ligados ao ciclo econômico foram mais penalizados, com bancos, varejo e educação registrando quedas relevantes.

Entre os destaques negativos, Yduqs (YDUQ3) e CSN (CSNA3) recuaram após balanços considerados fracos. As ações da CSN (CSNA3) despencaram 14,45%, marcando a maior queda do papel em seis anos, desde março de 2020. No varejo, Magazine Luiza (MGLU3) caiu 6,37% e Casas Bahia (BHIA3) recuou 5,88%, refletindo resultados pressionados e um cenário de consumo ainda desafiador.

Com a guerra no Oriente Médio sem sinais de resolução e novos indicadores econômicos previstos para os Estados Unidos nos próximos dias, a tendência é de volatilidade elevada nos mercados, com investidores atentos aos impactos sobre energia, inflação e política monetária global.


As listas das maiores altas e baixas da carteira do Ibovespa ficaram assim:


Altas

• SLC Agrícola (SLCE3): +4,34%

• Marfrig (MBRF3): +3,16%

• Petrobras (PETR3): +1,45%

• Braskem (BRKM5): +1,33%

• Petrobras (PETR4): +0,45%


Baixas

• Yduqs (YDUQ3): -14,83%

• CSN (CSNA3): -14,45%

• Embraer (EMBJ3): -11,02%

• Vibra (VBBR3): -7,48%

• Vivara (VIVA3): -7,21%


Confira a evolução do IBOV no fechamento de hoje (12/03):

• Segunda-Feira (09): +0,86%

• Terça-Feira (10): +1,40%

• Quarta-Feira (11): +0,28%

• Quinta-Feira (12): -2,55%

• Na semana: -0,04%

• Em março: -5,03%

• No 1°tri./26: +11,27%

• Em 12 meses: +44,74%

• Em 2026: +11,27%


EUA

Os principais índices de Nova York encerraram o dia em queda:

• Dow Jones: -1,56%

• Nasdaq: -1,78%

• S&P 500: -1,52%


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