Para Itaú BBA, retorno “prometido” pelo BTG (BPAC11) se tornou mais plausível; entenda

Analistas revisam preço-alvo para a ação para R$ 35, de R$ 33

Foto: Shutterstock

Depois dos resultados do BTG Pactual (BPAC11) no primeiro trimestre de 2022, a equipe de analistas do Itaú BBA ganhou mais confiança de que o banco pode ser capaz de alcançar a sua meta (guidance) de retorno sobre o patrimônio (ROE) de cerca de 20% para o ano, de acordo com relatório distribuído nesta sexta-feira (20).

Para que a projeção seja atingida, o BBA espera que o BTG reporte resultados ainda mais fortes no segundo trimestre, mesmo que não haja outra grande contribuição do segmento de sales and trading, onde está incluído o negócio de corretora do BTG.

Entre janeiro e março deste ano, o banco registrou lucro líquido ajustado recorde de R$ 2,1 bilhões, alta de 72% em relação ao mesmo período anterior. Um dos destaques do período foi a linha de sales and trading, que se beneficiou de um aumento na base de clientes combinado com uma volatilidade mais acentuada no mercado. As receitas do segmento foram de R$ 1,481 bilhão, alta de 82,6% na comparação anual.

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Na análise do BBA, o mercado deve valorizar a contínua performance acima da média de retorno sobre os ativos (ROA) do banco, assim como a resiliência das captações líquidas nas divisões de gestão de fortuna e de ativos – que destacam a capacidade do banco de atrair clientes e capital por meio de assessores de investimento independentes (IFAs) e do canal de varejo.

No primeiro trimestre, a captação líquida do BTG Pactual foi de R$ 51,9 bilhões, sendo R$ 23,6 bilhões vindos da área de asset management (gestão de ativos de terceiros) e R$ 28,3 bilhões, de wealth management (gestão de fortunas) e consumer banking (serviços bancários).

No longo prazo, a expectativa do BBA é que o banco continue investindo em recursos humanos e nas unidades digitais, o que pode pressionar os ganhos de eficiência no curto prazo, mas deverá sustentar o crescimento em um horizonte mais longo.

Com essas novas percepções, além de ter elevado as estimativas de resultados, o BBA também revisou para cima seu preço-alvo para as ações do BTG, de R$ 33 para R$ 35 – o que corresponde a alta de 43% em relação ao valor do fechamento de quinta-feira (19), de R$ 24,54.

Por volta das 13h30 desta sexta-feira, o papel era negociado em baixa de 0,9%, a R$ 24,32.

Confira as projeções do BBA para os resultados do BTG nos próximos anos.

Indicador Projeção para 2022 Projeção para 2023
Carteira de crédito corporativo R$ 130,902 bilhões R$ 158,902 bilhões
Ativos sob gestão e administração R$ 702 milhões R$ 843 milhões
Fortunas sob gestão R$ 558 milhões R$ 716 milhões
Receita R$ 17,489 bilhões R$ 19,842 bilhões
Despesas R$ 7,627 bilhões R$ 8,326 bilhões
Lucro líquido ajustado R$ 7,974 bilhões R$ 8,832 bilhões

 

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