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Petrobras (PETR4) cai mais de 5% na Bolsa mesmo com disparada histórica do petróleo

Petrobras (PETR4) cai mais de 5% na Bolsa mesmo com disparada histórica do petróleo

Commodity atingiu seu maior preço desde 2008, chegando aos US$ 138 por barril no domingo

Foto de prédio da Petrobras, com foco em logo

Foto: Agência Petrobras

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A alta nos preços do petróleo causada pela guerra na Ucrânia fez o preço da commodity atingir seu maior preço desde 2008 e impulsionou as ações das petroleiras do Ibovespa, principal índice da B3, nos últimos dias.

Nesta segunda-feira (7), porém, a maioria das empresas do setor opera em queda, inclusive a Petrobras.

A maior estatal brasileira na bolsa vê suas ações preferenciais recuarem 4,29% enquanto as ordinárias (PETR3) caem 5,84%. A empresa tem movimentado o noticiário nos últimos dias com diversas especulações.

Primeiro, a incerteza sobre um reajuste no preço dos combustíveis, que não mudam de valor desde o meio de janeiro. Na ocasião, o valor do barril negociado no mundo era de US$ 82,64. De lá pra cá, contudo, o cenário global mudou, e a guerra na Ucrânia tem impactado os mercados da commodity pelo mundo.

No domingo (6), o preço do petróleo tipo Brent alcançou US$ 138 por barril no mercado futuro da ICE. Atualmente, cada barril é negociado por US$ 118.

Os preços do petróleo estão subindo há semanas como reflexo da guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Os russos são grandes produtores e exportadores de petróleo, e desde que invadiram o país vizinho têm sofrido pesadas sanções econômicas da Europa, dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Segundo relatório desta segunda da Genial Investimentos, a defasagem entre o preço internacional do petróleo e o preço das bombas está acima dos 40%.

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Além da incerteza quanto ao reajuste, no final de semana a empresa informou, por meio de fato relevante, a indicação de Rodolfo Landim para a presidência do conselho de administração da companhia. Atualmente, Ladim é presidente do Clube de Regatas do Flamengo.

O nome de Landim é uma indicação do governo, acionista majoritário da companhia, e será analisado em assembleia geral ordinária da estatal, no dia 13 de abril.

As ações da Petrobras, porém, não estão se aproveitanto tanto da alta do petróleo como as das outras petroleiras da Bolsa nem nos últimos dias. No dia 2 de março, após a Opep+ anunciar um aumento na produtividade da commodity pelo mundo, a 3R Petroleum (RRRP3) fechou o dia com alta de 12,93% e a Petrorio (PRIO3) cresceu 9,02%.

Enquanto isso, a estatal brasileira cresceu apenas 1,97%. Naquele dia, o barril de petróleo tipo Brent chegou a atingir US$ 114.

O sócio da Fatorial Investimentos Jansen Costa considera que essa diferença do crescimento da Petrobras na Bolsa nos últimos pregões se deve pelas especulações acerca dos possíveis reajustes de preços que a companhia pode realizar.

“Os rumores envolvendo a questão de controlar preços dos combustíveis pela companhia fazem com que ela fique diferente em relação às outras empresas do ramo”, afirma. 

Em entrevista para a Reuters na última quarta, o presidente da Petrobras, o general Joaquim Silva e Luna, afirmou que não há uma definição sobre um novo reajuste no preço dos combustíveis.

A estatal afirmou que monitora o conflito, mas a recente queda do dólar ajudou a balancear o preço dos derivados de petróleo.

Ao ser indagado sobre até quando a Petrobras seguraria uma alta de preços por conta da subida no preço da commodity pelo mundo, Silva e Luna disse que a empresa está estudando a situação, e que o “mundo mergulhou num cenário de incertezas com a guerra”. Vale lembrar que Petrobras tem a garantia de repasse de preço por questões de governança.

As outras empresas do setor também caem no dia. A 3R Petroleum (RRRP3) também apresenta queda no dia, recuando 1,22%. A PetroRio (PRIO3), que cresce 15% desde o dia 25 de fevereiro, quando a ofensiva russa começou na Ucrânia, recua 2,88%. A Enauta (ENAT3) é a única que performance positiva, subindo 0,21%.

Fonte: TradeMap
Fonte: TradeMap

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