Medidas da Fazenda e IBC-Br de novembro – veja o que importa hoje

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou ontem ações para elevar arrecadação e cortar gastos

Foto: Shutterstock/Bigc Studio

Após o tombo da Bolsa ontem, com o Ibovespa desolado com as consequências do rombo de R$ 20 bilhões na Americanas (AMER3), os investidores terminam de digerir nesta sexta-feira (13) o anúncio do Ministério da Fazenda de uma série de medidas para reduzir o déficit primário brasileiro em 2023, que ontem ajudaram a derrubar o dólar e os juros futuros.

O ministro Fernando Haddad anunciou na quinta-feira (12) uma lista de decisões tributárias e de revisão de gastos para elevar a arrecadação e reduzir despesas, o que, juntamente com a revisão das receitas previstas para 2023 permitiria um superávit primário de R$ 11,13 bilhões neste ano. O Orçamento atual prevê um rombo de R$ 231,5 bilhões.

Ficar no azul seria possível se todas as propostas anunciadas hoje fossem aprovadas, mas o ministro da Fazenda ponderou que a equipe econômica pretende perseguir um déficit primário entre 0,5% e 1% do PIB neste ano, em vez dos mais de 2% do PIB previstos.

O mercado aguarda o detalhamento das medidas de corte de gastos e aponta que não é possível mensurar a adesão ao programa de renegociação de dívidas, batizado de Litígio Zero.

Leia mais:

De acordo com apresentação divulgada pela pasta, as receitas federais previstas para este ano serão R$ 36,4 bilhões maiores do que o previsto – a equipe econômica do governo anterior já havia indicado que a arrecadação estava subestimada.

O mercado reagiu bem às medidas ontem, com o dólar futuro recuando 1,18% e os contratos DI com vencimento em abril de 2026 caindo 17 pontos, a 12,25%, segundo dados da plataforma TradeMap.

IBC-Br de novembro

Por aqui, os investidores ainda acompanham a divulgação, às 9h, do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) de novembro, que deve mostrar desaceleração da atividade brasileira em meio à perda de fôlego da retomada pós-pandemia e juros elevados.

Ontem, o IBGE informou que o setor de serviços, que liderou a retomada da economia em 2022, ficou estável em novembro, mostrando uma perda de ritmo em relação ao pico de expansão registrado em setembro.

Saiba mais:

Em novembro, após três meses no azul, o comércio tombou 0,6%, afetado por uma Black Friday fraca e juros altos, enquanto que a produção industrial também caiu 0,1%.

Além dos dados do trio de pesquisas do IBGE, o indicador de atividade do BC, apelidado de “prévia do PIB”, também incorpora projeções para o desempenho da agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Bolsas gringas

Na Europa, as bolsas operam em alta, ainda embaladas por dados divulgados na quinta-feira que mostraram a terceira desaceleração consecutiva na inflação americana. Os números aumentaram as apostas de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, vai diminuir o ritmo de alta de juros no país.

O índice Euro Stoxx 50, que reúne ações de grandes empresas europeias, subia 0,49% por volta das 8h20. Nos Estados Unidos, os contratos futuros dos principais índices acionários operavam perto da estabilidade no mesmo horário, com investidores à espera de balanços de bancos como o JP Morgan.

⇨ Quer conferir quais são as recomendações de analistas para as empresas da Bolsa? Inscreva-se no TradeMap!

Compartilhe:

Mais sobre:

Leia também:

Destaques econômicos – 02 de abril

Nesta quarta (02), o calendário econômico apresenta importantes atualizações que podem influenciar os mercados. Confira os principais eventos e suas possíveis repercussões:   04:00 –

Mais lidas da semana

Uma newsletter quinzenal e gratuita que te atualiza em 5 minutos sobre as principais notícias do mercado financeiro.