Marfrig (MRFG3) lidera altas após fábrica obter aval para exportar; outras ações do setor vão na onda 

A empresa conseguiu autorização para exportar para os Estados Unidos a partir da sua fábrica localizada em Mineiros, em Goiás

As quatro principais empresas de proteína animal do Brasil – BRF, JBS, Marfrig e Minerva – estão entre as maiores altas do Ibovespa no pregão desta quinta-feira, dia 23 de dezembro – último dia útil da Bolsa antes do feriado do Natal. 

A Marfrig, inclusive, é a companhia que experimenta a maior valorização do dia, com avanço de 4,35%, por volta das 12h30. A BRF subia 2,93%; a JBS, 2,25%; e a Minerva, 1,74%. 

O gestor Iram Yuji, da Âmago Capital, que investe em Marfrig e BRF (a primeira, aliás, é dona de 32% da segunda), afirma que as duas companhias são beneficiadas por duas notícias recentes. 

A mais recente delas, anunciada na quarta-feira, dia 22, é de que a Marfrig conseguiu autorização para exportar para os Estados Unidos a partir da sua fábrica localizada em Mineiros, no estado de Goiás. Trata-se da oitava unidade da companhia a obter o aval. 

A liberação ocorre em um momento no qual o setor tem buscado uma maior exposição ao exterior, para não depender tanto do mercado brasileiro, que enfrentará mais um ano de conjuntura econômica desfavorável em 2022, com inflação e juros em alta. 

Além disso, lembrou o Yuji, o mercado ainda repercute o aumento de capital anunciado pela BRF, de R$ 6,6 bilhões, que deve ajudar a reduzir o seu endividamento e pode abrir espaço para a Marfrig aumentar a sua fatia na empresa sem precisar fazer uma oferta por todo o negócio. 

Em relação ao setor como um todo, há ainda uma notícia boa que vem dos EUA. “O preço do gado lá começou a cair há alguns dias. Isso pode dar espaço para voltar a melhorar a margem na operação americana”, afirma o gestor, à Agência TradeMap. 

Há algumas semanas, as empresas de proteína animal têm contado com o bom humor dos investidores. Além dos fatores já citados, no último dia 15, a China derrubou o embargo à importação de carne bovina brasileira, que estava vigente desde setembro, quando foram identificados casos da doença conhecida como vaca louca. 

 

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