Maioria dos gestores espera Ibovespa entre 120 mil e 130 mil pontos em 2023, aponta BofA

Apenas 29% dos gestores planejam aumentar a alocação em ações nos próximos seis meses, contra 45% da pesquisa do mês passado

Foto: Shutterstock/rafapress

A maioria dos gestores de fundos espera que o Ibovespa encerre 2023 entre 120 mil e 130 mil pontos, o que implicaria em um potencial de alta de até 23% em relação ao patamar atual, aponta pesquisa conduzida pelo Bank of America (BofA) na América Latina.

Houve, no entanto, uma piora nas expectativas desde o mês passado, dadas as dúvidas sobre qual será o tamanho do gasto adicional que o governo federal fará em 2023, e quais destas despesas ficarão fora do teto de gastos..

Em dezembro, apenas 12% dos gestores viam o Ibovespa acima de 130 mil pontos no ano que vem, percentual abaixo dos 45% registrados no mês anterior.

Para 35% dos entrevistados, os lucros das empresas brasileiras devem ser revisados para baixo, mas a maioria espera que eles permaneçam estáveis.

Apenas 29% dos gestores planejam aumentar a alocação em ações nos próximos seis meses, contra 45% da pesquisa do mês passado.

Com isso, os níveis de caixa dos fundos estão próximos às máximas, em 7,6%. Os gestores continuam preferindo empresas de valor (que são mais maduras e geradoras de caixa) e de alta qualidade.

Entre os setores preferidos pelos gestores para se investir na Bolsa estão o segmento financeiro, de serviços públicos (utilities), e energia. No caso de empresas de mineração e outras companhias ligadas a matérias-primas, a alocação ainda está abaixo da média de mercado, mas 74% dos gestores esperam que a adoção de estímulos na China aumente o preço das commodities.

Maioria dos gestores vê corte da Selic no segundo semestre

A maioria dos gestores (cerca de dois terços) vê a possibilidade de o Banco Central voltar a cortar a taxa Selic no segundo semestre de 2023. O restante espera que a flexibilização da política monetária aconteça apenas no primeiro semestre de 2024.

A maioria dos gestores, contudo, espera uma redução da taxa básica para o patamar entre 13% e 13,50% ao ano. Em novembro, a maioria dos gestores via a taxa Selic entre 11% e 11,75% no fim de 2023.

Em relação ao câmbio, a maioria vê um dólar mais fraco no ano que vem entre R$ 5,11 e R$ 5,40. Já em relação ao PIB, a maioria dos gestores espera um crescimento entre zero e 1%.

A política da América Latina foi mencionada como o principal “risco de cauda” – fator que pode causar grandes impactos na carteira se fugir do esperado -, seguida pelas taxas de juros mais altas dos EUA.

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