A B3 (B3SA3) divulgou a segunda prévia da carteira do Ibovespa que ficará em vigor de setembro a dezembro. Assim como na primeira versão, três ações devem ingressar no principal índice da Bolsa brasileira, enquanto três outros papéis devem sair do portfólio.
Os novos integrantes, de acordo com a segunda prévia, serão Arezzo (ARZZ3), Raízen (RAIZ4) e São Martinho (SMTO3) – os mesmos que haviam sido divulgados como novos componentes na primeira prévia do índice.
Os que deixarão o Ibovespa serão Banco Inter (que passou a ter ações negociadas apenas nos Estados Unidos), Unidas (que foi comprada pela Localiza) e JHSF – também sem alterações em relação à divulgação da primeira prévia.
O ranking das ações com maior peso no índice também teve poucas alterações.
A Vale (VALE3) continuará reinando sobre os demais componentes, respondendo por 14,5% do Ibovespa, embora tenha perdido um pouco de peso no índice – na carteira atual, o peso da companhia é de 15,6%.
A Petrobras vem em seguida, com fatia de 11,5%. A ação preferencial da empresa (PETR4) continuará com a segunda maior fatia no índice, de 6,8%, enquanto a ação ordinária (PETR3) subiu de posição. Na próxima carteira, será o papel com o quarto maior peso no Ibovespa de 4,7% (ante 4,5% na carteira atual).
Os bancos também seguirão com participação relevante – cerca de 6,0% para Itaú Unibanco (ITUB4) e 5,7% para o Bradesco (BBDC4 e BBDC3 somadas).
A ação que mais ganhou participação na carteira na segunda prévia foi a da Eletrobras (ELET3) – saiu de 0,7% para 3,1% -, seguida por Localiza (RENT3), cujo peso no Ibovespa aumentou de 1,6% para 2,7%. A que mais perdeu participação foi a da Vale, seguida por JBS, que passou de 2,4% para 1,6%.
A próxima carteira do Ibovespa vai vigorar de setembro a dezembro, e esta é a segunda de três prévias que serão divulgadas pela B3. A próxima versão preliminar será divulgada em 30 de agosto.
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Critérios da carteira do Ibovespa
Em janeiro, maio e setembro de todos os anos, a B3 coloca em prática uma reavaliação da carteira teórica do maior índice acionário da Bolsa brasileira, com base nos critérios objetivos traçados. Entre eles, estão:
- Regularidade de negociação dos ativos (participação em 95% dos pregões durante a vigência da última carteira);
- Não estar em recuperação judicial;
- Não ser penny stock (papéis negociados na casa dos centavos);
- Ter volume financeiro significativo (participação de ao menos 0,1% do volume negociado durante a vigência das três carteiras anteriores, ou 12 meses).
A carteira teórica do Ibovespa também não inclui Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de empresas estrangeiras ou mesmo de brasileiras.
O evento é importante, pois as ações de empresas que são incluídas no Ibovespa costumam ser alvo de compra por parte dos fundos, sobretudo os passivos que acompanham o índice, o que aumenta sua negociação perto da data do anúncio do rebalanceamento.