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CVC (CVCB3) precisa ter mais critério para escolher parceiros, diz diretor da Eleven; ação cai 7%

CVC (CVCB3) precisa ter mais critério para escolher parceiros, diz diretor da Eleven; ação cai 7%

Para o analista Carlos Eduardo Daltozo, a suspensão dos voos da Ita acende um sinal de luz amarela para a CVC

Interior de loja da CVC

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A suspensão dos voos da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA), do Grupo Itapemirim, que afetou pacotes de viagens vendidos pela CVC, acende um sinal de luz amarela para a agência de viagens, afirmou nesta segunda-feira, dia 20, o analista Carlos Eduardo Daltozo, diretor da área de renda variável da Eleven, em entrevista à Agência TradeMap. 

Segundo ele, o problema não é suficiente para mudar a visão de longo prazo que a Eleven tem para a CVC. A casa de análise recomenda a compra do papel e Daltozo lembra que a empresa está passando por uma “revolução digital importante”. 

No entanto, o analista ressalta que não é a primeira vez que a empresa é afetada por situações envolvendo parceiros. “Há dois anos, houve o problema da Avianca e agora este. Eles precisam ter mais critérios para escolher os parceiros”, disse. 

A Avianca, que chegou a ter 11% de participação no mercado brasileiro, deixou de operar no Brasil em 2019, em meio a uma crise financeira. O anúncio, à época, afetou voos que já estavam previstos. 

“A (saída) da Avianca teve um impacto no resultado (da CVC), em provisionamento e cancelamentos, e que se misturou um pouco com o impacto da pandemia”, disse o analista. 

Para Daltozo, há uma busca pelo “menor custo” e “não necessariamente” pela qualidade. “A empresa precisa voltar a atenção para a questão dos parceiros de novo”, disse.

Em nota, a empresa afirmou que foi surpreendida pelo anúncio da ITA e disse que criou uma operação especial para atender os clientes prejudicados. A companhia está priorizando a resolução dos casos de passageiros com voos marcados para as próximas 72 horas.

Por volta das 13h30, a ação da CVC era a segunda que mais caía entre as empresas do Ibovespa, com recuo de 6,91%.

Não bastasse isso, o papel também sofre devido a uma tendência geral do setor, em meio ao aumento do número de casos registrados na Europa pela nova variante da covid-19, a Ômicron.

“O mercado global, inclusive o Brasil, está apreensivo com a velocidade da disseminação da nova variante do coronavírus, o que pode desencadear medidas mais restritivas na circulação de pessoas. Os setores mais prejudicados estão ligados justamente à reabertura da economia, como turismo e companhias aéreas”, afirmou Tulio Nunes, especialista em finanças da Toro Investimentos.

No setor, além da CVC, as ações da Azul (AZUL4) tinham baixa de 4,01%, a R$ 24,40, enquanto as da Gol (GOLL4) caíam 2,86%, a R$ 17,66.

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