CSN (CSNA3): Mineração pesa e leva empresa a fraco desempenho no trimestre; saiba mais

Companhia enfrentou uma redução no volume de vendas e menores preços do minério de ferro

Foto: Shutterstock

A CSN (CSNA3), empresa que atua nas áreas de siderurgia e mineração, teve os resultados do segundo trimestre prejudicados pela baixa demanda global das commodities, além da forte queda dos preços do minério de ferro de um ano para cá.

A companhia teve queda de 93% no lucro líquido, para R$ 369 milhões, em comparação a igual período de 2021. O desempenho foi o pior entre os pares do setor, como Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4).

A Gerdau (GGBR4) melhorou o resultado em um ano, uma vez que a empresa não conta com o setor de mineração no portfólio.

Já a Usiminas (USIM3) apresentou um lucro menor que o esperado no segundo trimestre, pressionada pela queda nos preços do minério de ferro e por um aumento de despesas operacionais da companhia (saiba mais aqui).

Após o governo da China impor lockdowns em meados de maio, a demanda por aço e minério de ferro da CSN foi reduzida, uma vez que os setores de infraestrutura e imobiliário desaceleraram. E ainda há incertezas sobre a situação do país quanto à Covid-19, o que deixa os preços das commodities sob pressão.

A Companhia Siderúrgica Nacional apresentou uma queda na receita líquida de 31% de abril a junho, para R$ 10,5 bilhões. O valor foi prejudicado, principalmente, pelo menor volume de vendas e de preços do minério de ferro.

Como resultado, o segmento de mineração representou 24,7% da receita líquida no segundo trimestre, uma significativa perda de participação frente ao total de 47,8% registrado em igual período de 2021.

Além do arrefecimento industrial na China, contribuíram para a instabilidade do mercado no trimestre questões como o conflito entre Rússia e Ucrânia e a elevada taxa de juros e a inflação, que apertaram os custos.

A consequência foi vista em maiores preços de combustíveis, com reflexo sobre o custo do frete para a empresa. O preço médio do frete marítimo no período foi de US$ 30,2, um avanço de 15,3% em relação ao segundo trimestre de 2021.

O aumento de custos, aliado a um menor volume de vendas e a menores preços dos produtos, afetou diretamente a rentabilidade da empresa.

A margem Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, amortização e depreciação) do segmento de mineração derreteu nada menos que 33,3 pontos percentuais no segundo trimestre, para 35,7%.

Aço compensou, mas não segurou a CSN

O mercado já esperava um desempenho pior das empresas de siderurgia e mineração, uma vez que os preços do minério de ferro ainda estão em processo de normalização após o “boom” do segundo trimestre de 2021, quando chegou a patamares históricos.

No caso de CSN, o desempenho, que foi negativo, poderia ter sido ainda pior não fosse o aumento no preço do aço, que foi de 5,3% no mercado interno e de 7,1%, no externo, em comparação aos primeiros três meses deste ano.

Mesmo com uma leve queda de 5% receita líquida do segmento siderúrgico no segundo trimestre e da baixa de 16,7% das vendas, principalmente diante do arrefecimento do mercado Europeu na compra de aço, sua participação no total correspondeu a 72,9%, bem acima dos 52,9% registrados no segundo trimestre de 2021.

Dessa forma, a CSN mostrou um avanço do segmento siderúrgico nas receitas, mesmo com um menor volume de vendas.

Por volta das 12h35, as ações da CSN caíam 0,38%, a R$ 15,87 na B3. Já os papéis da CSN Mineração (CMIN) recuavam 0,77%, para R$ 3,86.

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