A queda nas vendas de aço e minério de ferro e o aumento nas despesas da CSN (CSNA3) fizeram o lucro da siderúrgica desabar no segundo trimestre.
Segundo os dados divulgados pela companhia, o lucro encolheu 93,3% no segundo trimestre deste ano em relação a igual período de 2021. para R$ 369,3 milhões.
Boa parte disso foi reflexo da queda de 31,4% na receita da CSN, para R$ 10,6 bilhões. O restante veio do aumento de custos.
As vendas de aço da CSN caíram 17% no segundo trimestre em relação a igual período do ano passado, para 1,066 milhão de toneladas. A queda mais significativa aconteceu no mercado interno – de 19%, para 724 mil toneladas. As vendas ao exterior diminuíram 11%, para 342 mil toneladas.
As vendas de minério de ferro recuaram 17%, para 7,574 milhões de toneladas. As exportações caíram 15%, para 6,707 milhões de toneladas, enquanto as vendas no mercado interno diminuíram 26%, para 867 mil toneladas.
Mesmo vendendo menos, porém, a CSN gastou 6,3% a mais para colocar seus produtos no mercado durante o segundo trimestre. Além disso, viu suas despesas com operações financeiras incharem para R$ 890 milhões – número 2,6 vezes maior que o do mesmo período de 2021.
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Do lado dos custos operacionais, a alta foi motivada pelo encarecimento de matérias-primas como carvão e coque e por um aumento nas despesas com combustíveis para a movimentação da frota na mina e nas operações de siderurgia.
O aumento nas despesas operacionais levou a CSN a revisar para cima o custo previsto para o segmento de mineração neste ano. Se antes o valor previsto era de US$ 18 por tonelada, agora aumentou para a faixa de US$ 20 a US$ 22.
Do lado financeiro, as despesas cresceram principalmente por causa do aumento nas taxas de juros.