Após um forte conjunto de resultados no primeiro trimestre do ano, o Goldman Sachs acredita que o Burguer King (BKBR3) deve se valer nos próximos trimestres do retorno gradual das pessoas aos balcões de lojas, o que deve ajudar no aumento das vendas e numa forte alavancagem operacional.
Diante disso, os analistas do banco reiteraram a recomendação de compra para as ações do Burguer King, com preço-alvo de R$ 12,50, indicando um potencial de alta de 96,2% em relação ao fechamento de ontem. Por volta de 16h40 (de Brasília), os papéis da empresa tinham uma valorização de 7,22%, sendo negociados a R$ 6,83.
No primeiro trimestre deste ano, o Burguer King teve um prejuízo líquido de R$ 31,3 milhões, segundo documento divulgado pela empresa nesta quinta-feira (12).
Leia também:
Burger King (BKBR3) é uma das três varejistas mais vulneráveis, diz Fitch; veja as outras
Apesar de negativo, foi uma redução de 81% no comparativo com o mesmo trimestre em 2021. A receita somou R$ 801,2 milhões, crescimento de 42% na mesma base comparativa, refletindo a recuperação gradual do fluxo de pessoas nos shoppings centers.
Em relatório, o banco destaca que as vendas do Burguer King está 15% menor que os níveis pré-pandemia.”Estimamos um crescimento acumulado de 11,8% nas receitas no balcão em até dois anos”.
Além disso, o Goldman estima que cerca de 15% dos clientes do Burguer King são usuários ativos e correspondem por aproximadamente 60% do faturamento da bandeira, o que pode ajudar a atingir a previsão.
Leia também:
Por que o Burguer King sai da pandemia com mais oportunidades do que antes, na visão do BTG
E é exatamente nisso que o Burguer King acredita. “O retorno às aulas e às empresas, a não obrigatoriedade do uso de máscaras e a recuperação gradual do trânsito nos dias úteis devem contribuir ainda mais para o desempenho no balcão de atendimento daqui para frente”, explicou a companhia, justificando uma possível aumento futuro das vendas.