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Bolsa descola do exterior e sobe, impulsionada por commodities metálicas e Eletrobras (ELET6)

Bolsa descola do exterior e sobe, impulsionada por commodities metálicas e Eletrobras (ELET6)

Por volta de 13h (de Brasília), o principal índice da B3 subia 0,60%, aos 106.889 pontos

Pessoa apontando para gráfico de ações

Foto: Shutterstock

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O Ibovespa descola do exterior e recupera parte das perdas vistas ontem nesta quinta-feira (19), ancorado na alta de ações ligadas a commodities metálicas, que caíram muito no pregão anterior, e pelos papéis da Eletrobras (ELET6), que sobem na esteira do aval do TCU (Tribunal de Contas da União) para seguir com a capitalização.

Às 13h (de Brasília), as principais altas do dia ficavam com os dois papéis da CSN, com a ação ligada à mineração (CMIN3) crescendo 8,33% enquanto a de siderurgia (CSNA3) valorizava 6,68%. Já o principal índice da B3 subia 0,60%, aos 106.889 pontos.

Os papéis da CSN recuperavam parte da queda de ontem, quando se desvalorizaram 4,82% e 5,82%, respectivamente, a mineração e a siderurgia. Inclusive, no pregão da véspera, todas às empresas ligadas ao minério de ferro recuaram diante das incertezas sobre a retomada econômica da China.

Além do movimento de recuperação, a CSN e a CSN Mineração anunciaram programas para recomprar papéis. Ambas devem retirar quase 10% das ações que estão em circulação no mercado se executarem os programas na íntegra.

A CSN vai recomprar até 58 milhões de ações, enquanto a CSN Mineração vai adquirir até 106 milhões de papéis. Em ambos os casos, o número representa 9,84% dos papéis em circulação no mercado. O prazo para a aquisição das ações vai até maio do ano que vem.

Para Gustavo Akamine, analista da Constância Investimentos, a subida da Vale (VALE3) de 2,64% é quem mais contribui para a performance do índice, já que suas ações são a de maior peso no Ibovespa.

“De maneira geral, as commodities metálicas estão contribuindo positivamente para a Bolsa no dia”, acrescentou. Ainda no setor, Gerdau (GGBR4) subia 2,89% e Usiminas (USIM5) valorizava 5,20%.

Eletrobras sobe com aprovação de privatização

Os papéis preferenciais (ELET6) e ordinários (ELET3) da Eletrobras sobem 1,48% e 4,09%, respectivamente, refletindo a decisão do TCU de aprovar, por sete votos a um, a privatização da empresa.

O aval da corte era necessário para afastar a hipótese de que a operação prejudicaria as contas públicas. Sem a chancela, o governo ficaria impedido de avançar com o plano de vender novas ações da estatal e reduzir sua participação na companhia de aproximadamente 70% para cerca de 45%.

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Atualmente, a Eletrobras vende energia a preços mais baixos que os praticados no mercado. Com a mudança, a empresa poderá vender a preço de mercado. Nas contas do governo, a oferta de ações da companhia pode render até R$ 67 bilhões, que seriam divididos da seguinte forma:

  • R$ 32 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético. O objetivo é aliviar a pressão nos preços da energia nos próximos anos e incentivar políticas setoriais;
  • R$ 25,3 bilhões para a União, indo para o caixa do Tesouro Nacional;
  • R$ 9,7 bilhões em investimentos na recuperação de bacias hidrográficas.

Quedas do pregão

A maior baixa da sessão ficava por conta de Hapvida (HAPV3), que recuava 3,52%. Segundo Akamine, a performance é reflexo da divulgação do balanço da companhia, que foi divulgado na segunda-feira (16).

 A companhia teve um prejuízo líquido de R$ 182 milhões no primeiro trimestre do ano, revertendo o lucro de R$ 151,8 anotado no mesmo período do ano passado. De acordo com a Hapvida, o principal fator por trás da queda no resultado foi a amortização do valor justo proveniente da combinação de negócios com a NotreDame Intermédica.

Em contrapartida à performance negativa na Bolsa, no mercado de dívidas, a Hapvida informou que concluiu uma liquidação financeira de sua terceira emissão de debêntures, numa oferta de R$ 2 bilhões.

No documento, a empresa disse que os recursos serão utilizados para o aumento de capital da NotreDame, com o objetivo de pré-pagamento de determinadas dívidas já contraídas por empresa e suas controladas. “Além disso, a captação pode ser utilizada para novas operações de fusão e aquisição e de reforço de caixa”.

Além da companhia de saúde, as principais baixas do pregão contavam com Weg (WEGE3), que recuava 2,73%, Dexco (DXCO3), com queda de 2,46%, Vibra (VBBR3), que desvalorizava 2,40% e Marfrig (MRFG3), caindo 1,98%.

Bolsas internacionais

Na contramão do Ibovespa, os índices acionários europeus e americanos operavam em baixa nesta quinta. No mundo todo, o risco de uma recessão global e de pressões inflacionárias fortes ganharam destaque novamente.

Em relatório, a XP afirmou que o sentimento negativo ocorreu após resultados finnceiros do Walmart e Target, dois grandes varejistas, que mostraram uma forte pressão de custos proveniente dos preços de combustíveis mais altos e uma demanda reduzida dos consumidores por itens discricionários.

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Em Wall Street, o Dow Jones recuava 0,84% e o S&P 500 perdia 0,37%. A exceção positiva ficava por conta do Nasdaq, que apontava 0,42% para cima.

Na Europa, os investidores repercutem a ata do BCE (Banco Central Europeu), que indicou que a instituição está preocupada com a inflação e uma normalização da política monetária. Diante isso, as Bolsas por lá caíam em bloco, próximas ao fechamento das sessões. O Euro Stoxx 50 recuava 1,46% enquanto que o FTSE 100 perdia 1,99% e o DAX apontava em 1,09% para baixo.

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