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Atualização da rede Ethereum (ETH) é adiada; entenda as implicações para a criptomoeda

Atualização da rede Ethereum (ETH) é adiada; entenda as implicações para a criptomoeda

Atualização da rede é o evento mais aguardado para a criptomoeda Ethereum (ETH) e deve reduzir custo e tempo de transação. Entenda

Ethereum ETH

Foto: Shutterstock

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A criptomoeda Ether (ETH), a segunda maior em valor de mercado, de US$ 761 bilhões, atrás do Bitcoin (BTC), caiu mais de 3% nesta quinta-feira (14), após um dos principais desenvolvedores da plataforma, Tim Beiko, anunciar no Twitter que a tão esperada atualização da rede Ethereum não deve acontecer em junho, como o previsto.

Para analistas, porém, o adiamento da atualização não deve ter efeito negativo para a moeda, que no ano passado chegou a subir cinco vezes mais que o Bitcoin.

Por que a atualização da rede Ethereum é importante?

Aguardada pelo mercado, a atualização da rede, com a implementação do protocolo 2.0, é vista como um dos maiores eventos para essa criptomoeda.

A mudança, que começou em dezembro de 2020 e vem sendo implementada em etapas, vai mexer na forma de mineração, isto é, como os chamados “mineradores” ganham os tokens.

Com a atualização da rede haverá uma migração do processo chamado de “proof of work” (prova de trabalho), em que os mineradores usam computadores para resolver problemas matemáticos e validar as operações, e ganham como recompensa tokens, para o “proof of stake” (prova de participação).

Nesse novo processo,  a autenticidade da operação ocorre através da comprovação de que o usuário tem acesso a uma certa quantidade de moedas antes de ter acesso ao trabalho de mineração. Dessa maneira, os mineradores não competem entre si e computadores poderosos que consomem muita energia não garantem maior capacidade de minerar novas moedas.

Em 2020, foi criada uma plataforma que já roda no novo modelo, chamada “Beacon Chain“, mas que ainda não tem a funcionalidade para algumas funções como para rodar contratos inteligentes.

A chamada fusão das duas plataformas, quando todos os contratos inteligentes na rede antiga serão “tombados” para a nova rede, estava prevista para junho e agora é esperada para ocorrer em algum momento no terceiro trimestre, segundo Beiko.

“Para fins de preço do ETH, o fato de ter uma segurança maior de que a fusão de toda a migração vai ocorrer sem maiores problemas é mais importante do que o adiamento da data”, diz Alexandre Ludolf, diretor de investimentos da QR Asset.

Para Felipe Medeiros, analista e sócio da Quantzed Criptos, escola de tecnologia e educação financeira para investidores, o adiamento da atualização não teve efeito negativo para a moeda, visto que os testes abertos indicaram poucas falhas. “Além disso a transparência da divulgação dos testes e atualização do roadmap transmitiram confiança para o mercado”, diz.

Na visão de Medeiros, com a possível aproximação da atualização, a Ethereum tem mostrado sinais de força relativa maior que a do Bitcoin. “Caso entremos em um momento de alta no curto prazo, o ativo tende a ter uma performance melhor que a do Bitcoin“, diz.

Essa atualização é importante porque deve reduzir o custo de transação na rede e o tempo de confirmação das operações (latência).

Os contratos inteligentes (smart contracts) usam a plataforma Ethereum nos protocolos de finanças descentralizadas (Defi), que permitem a realização de operações entre usuários, como empréstimos e investimentos, sem exigir uma instituição financeira por trás.

Além disso, a rede Ethereum é usada para emitir e armazenar os tokens não fungíveis, conhecidos como NFTs, que garantem que o ativo não pode ser alterado.

Pressão dos mineradores para adiar atualização

Além do cuidado para garantir o sucesso nessa migração, Ludolf destaca que existe uma pressão muito grande da comunidade de mineração para que essa data seja postergada ao máximo.

Para Ludolf, não ficou clara a questão da “difficulty bomb“, proposta já aprovada pela rede, pela qual, a partir de um determinado bloco, a dificuldade de se minerar o token ETH vai passar a subir de forma exponencial, fazendo com que em um determinado momento seja impossível minerar um bloco.

“Isso tudo foi programado para de certa forma coincidir com a fusão. Essa ‘bomba’ continua ativada e pronta para ‘disparar’ em algum momento no final de junho. Imagino que devam mexer nessas datas, mas isso realmente não ficou claro nas notícias e comunicados que circularam ontem”, diz Ludolf.

Há na B3 dois  ETFs de criptomoedas com lastro na rede Ethereum. O Hashdex Nasdaq Ethereum Reference Price Fundo de Índice (ETHE11), gerido pela gestora Hashdex, e o ETF QETH11 , da QR Capital.

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