Americanas (AMER3) avança mais de 15% após queda histórica; varejistas acompanham movimento positivo

Depois de recuar 77,33% na véspera, num movimento histórico para o papel, a ação da varejista lidera os ganhos do Ibovespa

Foto: Shutterstock/ImagensstockBR

Depois de recuar 77,33% na véspera, num movimento histórico para o papel, a Americanas (AMER3) lidera os ganhos do Ibovespa nesta sexta-feira (13), operando em alta de 15,81%, a R$ 3,15, por volta de 11h50. O principal da índice da B3, contudo, tinha queda 0,64%, aos 111.135 pontos.

O papel passou de R$ 12 na quarta-feira (11) para R$ 2,72 no fechamento desta quinta, o que pode estar sendo encarado por alguns investidores como oportunidade de compra. É importante ressaltar que, para voltar ao nível anterior, será necessário uma valorização de mais de 335% da ação da Americanas.

O movimento positivo também é visto nos pares setoriais. A Magazine Luiza (MGLU3), que foi a maior alta no pregão de ontem, com os investidores alimentando a expectativa de uma rotação de ações, ou seja, aqueles que estavam em Americanas poderiam migrar para a Magalu.

No horário acima, os papéis da varejista avançavam 11,91%, a R$ 3,57, enquanto a Via (VIIA3), que foi fortemente impactada na véspera, ganhava mais de 5%, a R$ 2,59.

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A dona das Casas Bahia, vale ressaltar, veio a público para tentar acalmar o mercado a respeito da transparência do balanço da empresa – uma preocupação que surgiu entre os investidores após a Americanas divulgar um rombo de R$ 20 bilhões decorrente de informações financeiras mal reportadas.

Na Americanas, o problema era que a empresa não deixava claro no balanço os detalhes de operações com fornecedores e bancos conhecida como risco sacado – essencialmente uma antecipação de recebíveis.

A Via informou ao mercado que declara as informações da empresa sobre risco sacado. “Todas essas operações estão registradas nas demonstrações financeiras da companhia em conformidade com as normas internacionais de contabilidade”.

Nos balanços, a Via disse detalhar as operações no capítulo sobre o balanço patrimonial, numa parte denominada “fornecedores convênio”, e acrescentou que “as despesas de juros são registradas no resultado da companhia como despesa financeira”.

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