Ações de mercados desenvolvidos subiram muito e estão caras? Não para o Santander

Banco mantém visão positiva para ações globais com política estimulativa suportando o crescimento dessas economias

Enquanto o Ibovespa amarga queda de 14% no ano, voltando para o patamar de 102.948 pontos, o menor desde novembro de 2020,  os mercados de ações dos países desenvolvidos têm mostrado bom desempenho, com as bolsas americanas batendo recordes sucessivos no ano. O índice S&P 500 acumula alta de 25,63% no período, enquanto o Nasdaq sobe 23,7%.

Nesse cenário, o investidor pode se perguntar: as ações globais estão caras? Ainda dá tempo de investir e surfar esse movimento?

Para o gerente de portfólio da Santander Asset Management (SAM), Daniel Castro, ainda há boas oportunidades no mercado de ações global.

O banco tem visão positiva para as ações globais considerando um contexto de políticas monetárias estimulativas nos Estados Unidos e na Europa, com manutenção de taxas de juros baixas sustentando a atividade econômica e os ativos de risco nos mercados desenvolvidos.

“A política monetária estimulativa e a política fiscal expansionista devem suportar o crescimento”, disse Castro, durante live promovida nesta quarta-feira, 17, pelo banco.

O risco, segundo Castro, é o aumento da inflação. A inflação americana, medida pelo índice de preços ao consumidor, mostrou avanço de 6,2% da taxa anualizada em outubro, a o maior alta em 31 anos.

“A inflação é uma preocupação que tem que colocar no radar, mas, se ela for transitória, que é o que temos no nosso cenário base, vamos conseguir lida”, afirmou Castro.

Hoje existe mais de 800 recibos  (BDRS, ou Brazilian Depositary Receipts) de ativos globais, sejam ações ou fundos de índices listados lá fora, disponíveis para os investidores brasileiros na B3.

Segundo Castro, a alocação em ativos internacionais oferece a diversificação do risco, seja por região ou setorial, além de permitir a exposição a setores com menor presença ou não existentes na bolsa brasileira.

Enquanto o Ibovespa está mais concentrado em segmentos como de commodities, bancos e consumo, os setores de tecnologia e saúde têm maior peso nos índices de bolsas americanas, destaca Castro. Além disso, existem tecnologias lá fora que não existem no Brasil.

O Santander lançou neste mês o fundo Ações Globais Reais BDR ETF Nível I, com aplicação mínima de R$ 100. O produto tem como objetivo superar o índice ACWI, referencial que reúne diversos índices globais como o S&P 500, Core MSCI Mercados Emergentes, MSCI AC Ásia Ex Japão, MSCI Japão e MSCI Zona do Euro.

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