Depois de registrar estabilidade nos preços ao consumidor, a economia dos Estados Unidos viu os preços aos produtores do país caírem pela primeira vez desde abril de 2020. A queda, no entanto, foi motivada mais pelo declínio no preço dos combustíveis que por uma redução generalizada nos custos.
Os preços aos produtores dos Estados Unidos caíram 0,5% em julho na comparação com o mês anterior, quando haviam subido 1,0%. O resultado contrariou as expectativas do mercado, que segundo o Rabobank previa alta de 0,2%.
Excluindo do cálculo os preços de alimentos e energia, a inflação ao produtor americano foi de 0,2% em julho, levemente menor que a de 0,3% em junho. No acumulado em 12 meses, a alta nos preços ao produtor dos Estados Unidos desacelerou de 11,3% para 9,8%.
A maior pressão negativa sobre os preços ao produtor americano em julho veio da queda de 16,7% nos preços da gasolina. Só este movimento respondeu por 80% da deflação nos bens consumidos pelas empresas durante julho.
Também caíram os preços de outros combustíveis, como o óleo diesel, do minério de ferro, da sucata de aço e de grãos. Na outra ponta, subiram os preços de ovos, químicos industriais e energia elétrica.
Os preços de serviços consumidos pelos produtores aumentaram – em 0,1% na comparação com junho, a terceira alta consecutiva. Neste caso, a alta foi puxada por serviços de transporte a armazenagem.
Após a divulgação dos dados, os investidores reforçaram a aposta de que os juros americanos vão aumentar em 0,5o ponto porcentual em setembro, quando acontece a próxima reunião de política monetária do Federal Reserve.
Segundo dados do CME Group, a probabilidade de a taxa subir nesta proporção no mês que vem aumentou para 67,5%, de 58,0% ontem. Estes números são extraídos de negócios com contratos futuros de juros negociados na CME.