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Payroll: EUA revisam para cima criação de vagas em 2022, e mercado precifica alta maior de juros

Payroll: EUA revisam para cima criação de vagas em 2022, e mercado precifica alta maior de juros

Dados do mercado de trabalho em janeiro e fevereiro são revisados para cima

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Foto: Shutterstock

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O mercado de trabalho americano criou 431 mil vagas em março, segundo dados do payroll, relatório divulgado pela BLS (Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos) nesta sexta-feira (1º). Com isso, a taxa de desemprego da maior economia do mundo recuou de 3,8% para 3,6%.

O dado veio abaixo do esperado por analistas de mercado: especialistas ouvidos pela Reuters acreditavam que o país criaria 490 mil vagas no mês passado. Por outro lado, a BLS fez uma forte revisão para cima dos dados de janeiro e fevereiro — de 481 mil para 504 mil e de 670 mil para 750 mil, respectivamente.

Logo após a divulgação, os juros futuros americanos voltaram a subir, com títulos de dois anos atingindo a máxima de 2,43%.

O payroll é o dado do mercado de trabalho dos EUA mais acompanhado pelo Federal Reserve (o banco central americano), que tem duplo mandato: além de controlar a inflação, também deve perseguir o objetivo do pleno emprego.

Um cenário melhor que o imaginado pelo mercado para o mercado de trabalho pesa a favor de altas maiores de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central americano), enquanto um cenário pior que o esperado tem efeito contrário.

A próxima reunião de política monetária do Fed acontecerá em maio. Na última reunião, a taxa básica foi elevada em 0,25 ponto, para o intervalo entre o,25% e 0,50%, mas crescem as apostas de o Fed adotar um ritmo mais intenso, de 0,50 ponto, daqui para frente.

“Vimos revisão tanto de janeiro como fevereiro para cima, com mais de 90 mil vagas adicionadas”, afirmou Marcelo Oliveira, CFA e fundador da Quantzed, empresa de tecnologia e educação para investidores. “Esses números dão motivos para o Fed seguir em linha em aumentar o ritmo de aumento de juros na próxima reunião e subir em 0,50 ponto na próxima reunião”.

Por que isso mexe com o mercado?

Quando os juros sobem no mercado americano, ativos de maior risco, como os de países emergentes como o Brasil, se tornam menos atrativos. Nesse cenário, nossos juros futuros tendem a subir para compensar esse movimento, e isso tem efeito direto sobre os investimentos em Bolsa e renda fixa.

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