O CPI (índice de preços ao consumidor) dos Estados Unidos subiu 0,1% em novembro, desacelerando em relação à alta de 0,4% em outubro, segundo dados informados nesta terça (13) pela secretaria de estatísticas trabalhistas americana (BLS).
O indicador, que mede a inflação nos EUA, mostrou um desempenho bem melhor que o esperado pelo mercado, que acreditava em um avanço de 0,2% a 0,3%, e os índices de ações americanos intensificaram a alta nesta manhã no mercado futuro em reação à divulgação.
O núcleo de inflação (medida que exclui itens mais voláteis, como alimentos e energia) subiu 0,2%, também abaixo do consenso. Em 12 meses, o índice sobe 7,1%.
Por volta das 11h05, o Dow Jones subia 2,11%, o S&P 500 avançava 2,77% e o Nasdaq era negociado em alta de 3,74% (antes de o dado ser informado, esses índices subiam menos que 0,70%).
A alta nos índices de ações é resultado direto da mudança na expectativa dos investidores a respeito de qual será o ponto máximo da taxa de juros americana, que está em alta.
O mercado elevou as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, levará os juros ao intervalo de 4,25% a 4,50% até o final de 2023: 29,5% dos investidores (a maioria) acreditam agora nesse cenário mais moderado, segundo dados do CME Group (contra os 23,3% anteriores).
De acordo com o órgão, o índice de preços de habitação teve a maior contribuição para a inflação de novembro. Já o índice de alimentos avançou 0,5%, e energia caiu 1,6% na comparação com o mês anterior.
Fed anuncia juros amanhã
Amanhã, o Fed deve anunciar a desaceleração do ritmo de alta dos juros, de 0,75 ponto percentual para 0,50 ponto percentual.
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Apesar disso, permanecem os temores de que o BC americano será obrigado a levar a taxa a um patamar elevado no ano que vem, o que poderia provocar uma recessão na maior economia do mundo.