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Economia da China desacelera no fim de 2021, mas cresce mais do que o esperado

Economia da China desacelera no fim de 2021, mas cresce mais do que o esperado

Banco central do país também surpreendeu mercado ao reduzir taxa de juros de empréstimos de um ano

China Bandeira

Bandeira da China; (Foto: BriYYZ/Flickr)

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A economia da China cresceu 4,0% no quarto trimestre de 2021 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima das previsões da maioria dos especialistas, embora ainda represente desaceleração em relação ao terceiro trimestre, quando o país cresceu 4,9%. No acumulado de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 8,1%.

A China tem adotado uma política de tolerância zero à Covid-19 e sido mais rigorosa que outros países nas restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento de empresas. No final do ano passado, os chineses registraram aumento nos casos da doença, e especialistas passaram a esperar que, com esta elevação no número de infectados, haveria aumento destas restrições e, consequentemente, a economia seria prejudicada.

O banco americano Wells Fargo afirmou que o mercado previa uma expansão de apenas 3,3% para a economia da China no quarto trimestre em relação a igual período de 2020.

Para os próximos meses, a expectativa é de que a economia da China estabilize ou volte a acelerar o ritmo de alta, principalmente por causa das medidas de estímulo adotadas pelo governo. “Nós esperamos que estímulos fiscais e monetários futuros compensem os problemas vindos da variante Ômicron”, disse o Wells Fargo em relatório.

Hoje, por exemplo, o banco central do país reduziu a taxa referencial de juros para empréstimos com um ano de duração pela primeira vez desde abril de 2020. O mercado achava que a taxa permaneceria intacta, segundo o banco Mizuho.

O banco Nordea apontou que daqui para frente a China crescerá a taxas menores que as observadas antes do início da pandemia de Covid-19, de aproximadamente 5% nos próximos anos.

“A postura mais rigorosa em relação à Covid-19 será um limitador ao crescimento para todo o ano de 2022 e a variante Ômicron, mais infecciosa, é um grande teste para a China. Sem uma vacinação eficiente, a China não tem capacidade hospitalar suficiente para tolerar uma disseminação significativa do vírus e parece não ter uma estratégia de saída da pandemia”, afirmou.

O mercado reagiu bem ao dados sobre a economia chinesa e à decisão do banco central do país de reduzir o custo dos empréstimos de prazo mais curto. O principal índice da bolsa de Xangai, o Xangai Composto, fechou em alta de 0,58%.

Os especialistas acreditam que o governo da China demonstrará com mais clareza o quanto deve usar medidas de estímulo para amparar o crescimento no início de março, quando está prevista a reunião anual do Congresso do Povo do país. A expectativa é que a meta de crescimento de 2022 seja definida durante este evento.

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