Balanço do Fed deve ser reduzido em até US$ 95 bi por mês, retirando liquidez dos mercados

Recado foi dado na ata do Fomc; venda de títulos é uma das formas de refrear atividade econômica

Foto: Shutterstock

O Federal Reserve, banco central dos EUA, deve reduzir o balanço patrimonial da instituição através da venda de títulos em um ritmo de até US$ 95 bilhões por mês, retirando liquidez dos mercados e refreando o ritmo da atividade econômica.

É o que mostra a ata da última reunião do Fomc (comitê de política monetária do Fed) publicada nesta quarta (6). Esse valor de venda mensal de títulos seria bem acima do máximo de US$ 50 bilhões vendidos por mês registrados na última vez que o Fed reduziu seu balanço, entre 2017 e 2019.

A compra de bonds ou títulos hipotecários é uma das formas do Fed estimular a atividade econômica –isso injeta mais liquidez (ou seja, mais dinheiro em circulação) no sistema financeiro.

Como o momento atual é de preocupação com a escalada da inflação, com a alta de preços no maior nível em quatro décadas, o BC americano está anunciando que fará o contrário: começará a se desfazer desses papeis, seja desistindo de trocar os títulos que vencem por títulos novos, seja vendendo os que estão em carteira, reduzindo ainda mais a liquidez do mercado.

Há duas semanas o colegiado elevou os juros básicos americanos em 0,25 ponto, ao intervalo entre 0,25% a 0,50% ao ano.

Cada vez mais, analistas e os próprios membros do colegiado indicam a possibilidade de aceleração do ritmo de aumento de juros para 0,5o ponto percentual como forma de combater a disparada da inflação, que vem sendo pressionada pela guerra entre Rússia e Ucrânia.

Juros mais elevados nos EUA tendem a reduzir a atratividade de investimentos mais arriscados, como os ativos de países emergentes como o Brasil.

Na semana passada, aconteceu a primeira inversão na curva de juros americana desde 2019, com os títulos americanos com vencimento em 10 anos passando a pagar menos que os papéis de dois anos, aconteceu na quinta (31).

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Os dados aumentaram as apostas de que o banco central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, intensificará a alta de juros a partir do mês que vem.

 

 

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