PetroRecôncavo (RECV3): companhia pretende diversificar operações, segundo CFO

Commodity acumula ganhos acima de 50% em um ano, o que tem influenciado positivamente na venda de barris

Foto: B3/Divulgação

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Após a derrocada do petróleo no auge da pandemia de Covid-19, em março de 2020, a commodity não só recuperou as perdas como superou patamares pré-crise, com o barril negociado acima de US$ 85, como no caso do contrato futuro do tipo Brent. E esse movimento tem beneficiado diretamente as petroleiras aqui no Brasil, caso da PetroRecôncavo (RECV3).

Em um ano, o contrato futuro do petróleo acumula alta de 50%, apesar de registrar queda da ordem de 12% na base mensal. Negociado na Bolsa de Londres, o contrato Brent é usado como referência por todas as empresas de petróleo no Brasil, incluindo a Petrobras e a PetroRio.

De olho no cenário futuro, a Agência TradeMap conversou com Rafael Procaci, CFO da PetroRecôncavo, na terça-feira, 30, para entender qual é a perspectiva da empresa quanto aos preços de petróleo e debater alguns pontos sobre o desempenho da petroleira no mercado, como o impacto da variação cambial nas despesas financeiras.

Operações

Fundada em 1999 pelo banqueiro Daniel Dantas, a PetroRecôncavo é uma empresa independente de petróleo e gás natural, com especialização na operação, no desenvolvimento e na revitalização de campos maduros em bacias terrestres, chamados onshore.

O modelo de negócio da companhia é focado na compra ou na prestação de serviços de concessões de campos onshore maduros – que são aqueles que já possuem mais de 25 anos ou que apresentam produção acumulada em torno de 70% do volume total que poderiam atingir em sua vida útil. Isso faz com que a produção tenha um menor custo.

A empresa também opera os próprios campos, de forma a garantir a replicação do modelo de negócio.

A PetroRecôncavo tem o risco de alavancagem controlado, com a dívida líquida negativa após sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). Enquanto a dívida e o caixa da petroleira são concentrados em dólar, as despesas e custos são centralizados em real.

A petroleira possui um perfil de risco diferente das demais concorrentes listadas na B3, já que foca em ativos onshore, ou seja, produção de óleo em terra. Atualmente, ela cerca produz 15 mil barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo que a maior parte é petróleo.

Durante a entrevista, Procaci comentou que a empresa pretende diversificar as operações, uma vez que o risco varia conforme a exposição ao gás.

Em 2019, por exemplo, a operação da companhia era composta por 90% de exploração de petróleo e 10% de gás. Já neste ano, a composição ficou em torno de 83% e 17%, respectivamente. O executivo afirma que a projeção de extração para o médio prazo é de de 65% para o petróleo e 35% para o gás.

Produção de petróleo

O CFO da PetroRecôncavo disse que não enxerga muito espaço para avançar em aquisições offshore (exploração no mar), em função dos custos maiores e dificuldade em perfuração – com cerca de 100 metros de profundidade. Segundo Procaci, a companhia ficaria sem vantagens competitivas e, por isso, continua de olho no modelo onshore.

A ideia é seguir investindo em novos negócios de campos maduros, sobretudo acompanhando os desinvestimentos da Petrobras.

Procaci comentou que a aquisição do campo de Miranga está próxima de ser concluída e que a empresa possui outros ativos no radar, o que pode dobrar sua produção diária – saindo de 15 mil para 30 mil boed.

Quanto ao movimento do dólar, a volatilidade do Brent não preocupa a PetroRecôncavo, já que cerca de 55% e 60% da produção de curto prazo está “hedgeada” (protegida).

O lifting cost (custo de extração) total da empresa está em US$ 12,50 por barril. Em campos mais antigos, os adquiridos junto à Petrobras, é mais alto (US$ 21). Nos novos, é mais barato (US$ 8,5). Estes custos tendem a diminuir com maior produção de gás, segundo o executivo.

Desempenho em bolsa

Quando se fala de mercado de capitais, a PetroRecôncavo é novata na B3. A companhia fez IPO em 4 de maio deste ano, no segmento do Novo Mercado.

Na época, os papéis foram precificados a R$ 14,75. Agora, estão 6,6% abaixo deste valor, considerando a cotação de fechamento de terça-feira, 30, de R$ 13,77.

O consenso dos analistas consultados pela Refinitiv, por outro lado, aponta para um preço-alvo (mediana) de R$ 25 para os ativos da petroleira, o que representa um potencial de valorização de 81,5%. Três casas de análise recomendam compra.

A companhia vale em Bolsa R$ 3,6 bilhões, contra R$ 5,65 bilhões da 3R Petroleum, R$ 18,4 bilhões da PetroRio e R$ 392 bilhões da Petrobras, suas principais concorrentes.

Resultados do terceiro trimestre

Durante o terceiro trimestre de 2021, a companhia registrou lucro líquido de R$ 22,9 milhões, um salto de 261,5% frente ao mesmo período do ano passado, quando havia lucrado R$ 6,3 milhões.

A receita líquida da empresa, por sua vez, somou R$ 260,3 milhões entre julho e setembro deste ano, cifra 30,1% superior na base anual. Desse montante, mais de R$ 260 milhões foram referentes à venda de petróleo, influenciada pelo preço do Brent.

Já o resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) fechou o trimestre em R$ 134,5 milhões, com alta de 13,2% em um ano.

Quanto à parte de custo médio de produção de petróleo, a PetroRecôncavo atingiu a marca de US$ 12,54 por barril, aumento de 26,4% em comparação ao nível reportado no terceiro trimestre de 2020, de US$ 9,92.

Em virtude da pandemia da Covid-19 e seus impactos nos preços internacionais do barril de petróleo do tipo Brent, a empresa reduziu significativamente as atividades não críticas em 2020, de modo que a base de comparação ficou prejudicada.

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