Olá, investidor(a)!
Tudo bem?
Aqui está, saindo quentinha do forno, mais uma edição da TradeLetter, a mais divertida newsletter de notícias do mercado financeiro.
Nesta edição, vamos olhar em retrospecto para tudo que de mais interessante aconteceu na última semana. Bora lá?
E os troféus de maiores altas e maiores baixas do ano vão para…

🥇 EMBR3 = +75,30%
🥈 BRFS3 = +51,70%
🥉 WEGE3 = +36,51%

👎 COGN3 = -57,02%
👎👎 YDUQ3 = -51,19%
👎👎👎 YDUQ3 = -50,34%
Principais índices

IBOV = -6,21%
IDIV = -2,69%
IFIX = +1,74%
Dow Jones = +5,43%
S&P-500 = +12,09%
Nasdaq = +11,76%
Dólar Ptax = +18,49%
*Dados do ano até o fechamento de 02/08/2024.
Agora, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Nada novo da jurolândia

Tivemos nessa quarta-feira (31) a famosa “Super Quarta”, o talvez equivalente do Super Bowl americano no universo da economia.
O evento, completamente ofuscado pelas Olimpiadas da França, realmente não teve nada de interessante. Isto é, Brasil e Estados Unidos decidiram por manter suas taxas de juros em patamares inalterados.
Aqui no Brasil a decisão foi unânime. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter pela segunda vez seguida a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 10,5% ao ano. So boring…
Em comunicado, a Comitê destacou que o atual cenário é caracterizado por “um estágio do processo desinflacionário que tende a ser mais lento” e, portanto, “demanda serenidade e moderação na condução da política monetária”.
Enquanto isso, nos Estados Unidos o Federal Reserve (Fed) também manteve a Fed Funds Rate na faixa dos 5,25%-5,50%, mas acendeu uma fagulha de esperança no coração dos investidores mundiais ao prometer que, caso a inflação continue a se alinhar com a sua meta de 2%, o corte talvez venha.
Embora cautelosos, a queda firme da inflação nos últimos meses levou a um amplo consenso de que a batalha contra a alta dos preços está perto do fim.
Segundo o Fed, a inflação agora está apenas “um pouco elevada”, um eufemismo e tanto em relação ao período em cujos esforços contra o aumento dos preços derivavam de uma avaliação da inflação como “elevada”.
Parece que, no final das contas, a questão agora toda é semântica…
Depois das LCDs, o próximo título de renda fixa será as LEDs

Brincadeiras à parte, chegou na última sexta-feira (26) um novo título de renda fixa ao mercado: a Letra de Crédito de Desenvolvimento (LCD).
O nascimento do novo título ocorreu após o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionar uma lei que promulgou a criação de uma nova integrante para a família das Letras de Crédito.
LCAs e LCIs, como é sabido, são títulos emitidos por bancos e instituições financeiras com a finalidade de captar recursos que serão destinados ao financiamento dos setores do agro e imobiliário.
Já as LCDs serão emitidas por bancos públicos de fomento para captação de recursos. Na lista dos primeiros autorizados à emissão estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Assim como suas “primas”, as LCDs serão isentas de Imposto de Renda para os investidores residentes no Brasil e contarão com a proteção Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Grandes promessas geram grandes responsabilidades

No último sábado (27), Donald Trump se converteu. O homem abraçou o criptoevangelho com o ardor fervoroso de um recém-convertido e renegou todas as obras malignas de bancos centrais e moedas fiduciárias.
Num discurso carregado de hipérboles e exageros (até para os seus padrões), num evento de criptomoedas em Nashville, Trump prometeu mundos e fundos aos entusiastas das criptomoedas presentes no ressinto.
Sem papas na língua, afirmou que os Estados Unidos serão “a capital cripto do planeta e a superpotência do Bitcoin no mundo”. Afirmou ainda que as criptomoedas têm a mesma importância que a indústria do aço desempenhava na sua juventude e que “se a criptomoeda vai definir o futuro, ela será minerada, cunhada e feita nos Estados Unidos”.
Não bastasse isso, Trump ainda fez mais três promessas mirabolantes que ninguém sabe se poderá cumprir. Seguem as fábulas:
Promessa descabida nº 1: demissão do presidente da SEC (Securities and Exchange Comission), a CVM americana. Gary Gensler, nomeado pelo presidente Joe Biden e um ferrenho defensor da regulação das criptomoedas, segundo ele, vai direto sacar seu FGTS no dia 1º do mandato de Trump.
Promessa descabida nº 2: as leis para regular o mercado de criptomoedas serão amigáveis com a indústria e escrita pelo próprio setor.
Promessa descabida nº 3: o Bitcoin fará parte da reserva do Tesouro dos Estados Unidos e este até poderá ultrapassar o ouro no mercado.
Na terceira promessa, o laranjudo sabonetou. Foi um pouco menos enfático do que nas outras promessas porque essa é uma questão polêmica. Essa possibilidade só foi citada em seu discurso porque Robert Kennedy Jr., candidato independente à Presidência e ex-Democrata, levantou a bandeira do uso do bitcoin como reserva do dólar.
Já a primeira promessa parece bem ser a mais implausível. Em 2010, a Suprema Corte dos EUA decidiu que os presidentes de comissão não podem ser afastados pelo presidente. As únicas exceções seriam por ineficiência comprovada, negligência ou conduta ilegal.
Bullshit ou não, o mercado gostou. O Bitcoin atingiu a cotação mais alta desde meados de junho após seu discurso. O ativo digital subiu até a marca dos US$ 69.998,00 na segunda-feira. Tokens menores, como Ether, Solana e Dogecoin, também acompanharam a onda.
Kamala Harris, por outro lado, fez declarações que os criptoadopters não gostaram nada. Chamando a rainha das criptos de “a moeda dos criminosos”, a concorrente ao pleito expressou preocupações sobre o uso do Bitcoin para atividades ilícitas, sublinhando que a natureza descentralizada e anônima do Bitcoin o torna uma ferramenta atraente para criminosos escaparem da vigilância das autoridades.
Caso Kamala assuma a presidência, o futuro do Bitcoin e das criptomoedas pode ser caracterizado por regulamentações mais rigorosas, e esta abordagem pode retardar o desenvolvimento do setor cripto, impondo restrições adicionais às empresas e investidores.
E aí, de que lado você está?
Criptowar

A verdade é que cansamos das clássicas memecoins. Que mané DOGE, SHIB e PEPE! Em época de pleito eleitoral, não basta as brigas na internet — a briga tem que transcender todas as barreiras e chegar nos locais mais improváveis. Se antes, ganhavam filas de bancos, farmácias e supermercados, agora a coisa pingou para o universo cripto.
E, acredite ou não, a coisa está bem sofisticada por essas bandas: tem criptomoeda para todos os lados do espectro político.
Para o eleitorado democrata desejoso de entrar no universo cripto, temos a criptomoeda KAMA. Logo após o anúncio da desistência de Biden da corrida presidencial, a cripto disparou mais de 100% num espaço de 24 horas. E olha que esse valor é “fichinha” perto do que o ativo já entregou no mês de julho: mais de 2.500% de retorno.
Por outro lado, a memecoin de Joe Biden, BODEN, despencou cerca de 68% em apenas 24 horas do anúncio da desistência da candidatura pelo presidente. E, desde então, acumula perdas significativas.
Para o eleitorado de Trump, a criptomoeda MAGA — acrônimo de “Make America Great Again” —, entregou um resultado de incríveis 6.634% em apenas 6 meses.
A pergunta que não quer calar é: o que estão esperando pra criar a LULA, hein?! Estou ansioso por esse ICO!
Hora de dar tchau!

Por hoje é só, galerinha.
Vou ali comprar uma criptos. Só não posso dizer de que lado…
Vejo você na próxima sexta!
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