Vendas do varejo aceleram pelo 3º mês seguido em dezembro, diz Cielo

Dados positivos sobre o setor são ofuscados por anúncio feito pela Americanas

Foto: Shutterstock/Andrey_Popov

Num dia terrível para as ações do setor de varejo, em que os papéis caem em bloco por causa dos receios sobre a saúde financeira das empresas deste segmento, a Cielo (CIEL3) divulgou que as vendas destas companhias aceleraram o ritmo de alta pelo terceiro mês seguido em dezembro.

Segundo os dados, descontada a inflação, as vendas do varejo cresceram 1,3% no último mês de 2022 em relação a igual período do ano anterior. A taxa é maior que a observada em novembro (1,1%), outubro (1,0%) e setembro (0,3%).

A Cielo disse que o resultado do mês foi beneficiado por efeitos de calendário, já que no ano passado o Natal caiu em um domingo e os consumidores tiveram uma semana completa para fazer as compras, incluindo o sábado. Em 2021, o Natal havia caído num sábado.

No Ano Novo houve o mesmo efeito. O dia 31 caiu em um sábado, ante uma sexta-feira em 2021. Isso gerou um período maior para compras e preparativos para o Réveillon.

Segundo o superintendente de dados e inovação da Cielo, Vitor Levi, o varejo continua em recuperação, mas em ritmo mais suave que o observado no início de 2022.

“O mês de dezembro marca o 14º seguido de crescimento das vendas. A cada mês que passa, a base de comparação do ano anterior está mais distante dos efeitos de quarentena, o que implica em crescimentos mais brandos do que vimos ao longo dos anos de 2021 e 2022, uma vez que estamos comparando períodos com normalidade da atividade econômica”, afirma.

A recuperação do ritmo de vendas apontada pela Cielo teve efeito nulo sobre o preço das ações do setor varejista nesta quinta-feira (12).

Boa parte delas apresentava fortes quedas após a Americanas divulgar que reportou erroneamente cerca de R$ 20 bilhões em compromissos financeiros. O receio é que outras companhias do setor sigam práticas semelhantes.

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