“Prévia do PIB”: IBC-Br acelera a 1,17% em julho, mais que o dobro do esperado pelo mercado

Banco Central ainda revisou para 0,93% o desempenho da economia em junho; dado anterior mostrava avanço de 0,69%

Foto: Shutterstock

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), indicador de atividade econômica brasileira, mostrou um avanço de 1,17% em julho, mais do que o dobro da alta de 0,5% esperada por analistas de mercado para o mês, segundo dados divulgados pelo BC nesta quinta-feira (15).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a economia estava deprimida por causa da pandemia de coronavírus, o índice mostrou uma alta de 3,87%.

O Banco Central ainda revisou para cima o desempenho do indicador, que foi apelidado de “prévia do PIB”, para junho: no mês, a atividade subiu 0,93% (na divulgação anterior, o BC apontava alta de 0,69% para o mês).

Os números publicados até agora já vinham mostrando que a desaceleração da atividade está sendo mais lenta que o previsto pelo mercado, com serviços puxando o crescimento – o setor, que tem o maior peso no PIB, registrou alta de 1,1% na comparação com junho e se aproximou da máxima histórica.

Saiba mais:
Serviços crescem mais que previsto em julho e se aproximam de máxima histórica

Já o comércio tombou 0,8% no período, terceira queda seguida, enquanto a indústria subiu 0,6%.

O que é o IBC-Br?

É um indicador que foi criado pelo Banco Central para medir a atividade econômica mensal do país, ajudando a instituição a determinar o rumo da política monetária. Tem uma metodologia diferente da usada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para apurar o PIB (Produto Interno Bruto).

O IBC-Br incorpora projeções para serviços, comércio, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

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