Serviços crescem mais que previsto em julho e se aproximam de máxima histórica

Na comparação com julho de 2021, o setor, que tem o maior peso no PIB, avançou 6,3%

Foto: Shutterstock

A receita do setor de serviços cresceu 1,1% em julho na comparação com junho, aumento mais intenso que o do mês anterior, de 0,8%, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) nesta terça-feira (13). Foi a terceira alta consecutiva.

Na comparação com julho de 2021, o setor, que tem o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto), cresceu 6,3%. Desde janeiro, a atividade apresentou alta de 8,5%, enquanto em 12 meses o avanço é de 9,6%.

Os resultados vieram acima da expectativa do mercado. O consenso Refinitiv apontava para alta de 0,5% no mês e avanço de 5,8% na comparação anual.

Segundo Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa, o setor foi influenciado positivamente pela retomada aos serviços voltados às empresas e ao transporte de cargas. “Com esse crescimento de julho, o setor de serviços chega ao ponto mais alto desde novembro de 2014, ou seja, do maior patamar da série”, afirma.

Das cinco atividades observadas pelo IBGE, três tiveram resultado positivo, com destaque para a alta de 2,3% nos transportes e 1,1% no segmento de informação e comunicação.

“O setor de transportes já está na terceira taxa positiva seguida e atinge em julho o ponto mais alto da série. Dentro desse setor, um dos destaques foi a gestão de portos e terminais, muito relacionado ao escoamento de safra agrícola. O transporte como um todo foi beneficiado pelo escoamento de produção, carregamento de mercadorias e retomada do transporte de passageiros”, explica Luiz Almeida, analista do IBGE.

Os serviços prestados às famílias (0,6%) cresceram pelo quinto mês seguido, acumulando alta de 9,7% no período. A alta no mês foi puxada pelos hotéis e restaurantes, beneficiados pelo período de férias. “Esse segmento vem diminuindo a distância em relação ao patamar pré-pandemia, mas segue abaixo dele”, diz Almeida.

No caminho oposto, o segmento de outros serviços recuou 4,2%, enquanto serviços profissionais, administrativos e complementares caíram 1,1%. No primeiro caso, o resultado pode ter sido impactado por mudanças no consumo das famílias, enquanto o outro segmento foi prejudicado pela redução da receita nas empresas que prestam serviços a outras empresas.

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