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IPCA-15 desacelera para 0,13% em julho com redução do ICMS de combustíveis e energia

IPCA-15 desacelera para 0,13% em julho com redução do ICMS de combustíveis e energia

Em 12 meses, inflação desacelerou para 11,39%, perdendo fôlego em relação aos 12,04% registrados em junho

Cesta de supermercado com alimentos

Foto: Shutterstock

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Como consequência da redução do ICMS de combustíveis, energia e telecomunicações, o IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho, divulgado nesta terça-feira (26) pelo IBGE, mostrou desaceleração para 0,13%, um desempenho melhor que o esperado pelo mercado para o indicador. Em junho, o índice havia aumentado 0,69%.

Em 12 meses, a inflação mostra alta de 11,39%, uma desaceleração em relação ao IPCA-15 do mês passado, quando o aumento foi de 12,04%.

A maior parte dos analistas esperava que o índice iria desacelerar para uma alta de 0,17%, segundo as projeções da Reuters.

No mês fechado, os grandes bancos e corretoras projetam a maior queda de preços da história: para o Itaú Unibanco, a redução no IPCA alcançará 0,65%, para o Bradesco, será de 0,85%, e para o Santander o tombo será ainda maior, de 1,25%.

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Em junho, o Congresso aprovou um projeto estabelecendo um teto de 17% para a alíquota do imposto estadual, mudança que já foi acatada pela maior parte dos Estados.

Se confirmada a deflação do mês fechado de julho, essa será a primeira queda de preços no Brasil desde maio de 2020, quando no auge da pandemia os preços recuaram 0,38%. E se vier no nível esperado por economistas dos grandes bancos e corretoras, a redução da inflação será a maior da série histórica iniciada em 1994 – a maior queda do IPCA até agora foi em agosto de 1998, quando o índice caiu 0,51%.

Principais altas

De acordo com o IBGE, houve aumentos em seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados.

“O maior impacto individual veio do leite longa vida (22,27%) influenciando a alta do grupo de alimentação e bebidas (1,16%), que teve o maior impacto (0,25 p.p.) e acelerou em relação a junho (0,25%). Já a maior variação veio de vestuário (1,39%), que acumula, no ano, alta de 11,01%”, informou o instituto de pesquisas no material de divulgação da pesquisa.

Principais quedas

Do lado das reduções, destacaram-se grupos como transportes (com deflação de 1,08%) e habitação (queda de 0,78% nos preços).

“No final de junho, foi sancionada a Lei Complementar 194/22, que reduziu as alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações. A lei federal foi posteriormente incorporada no âmbito das legislações estaduais, contribuindo para o recuo de preços observado nesses grupos”, disse o IBGE.

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